Veja neste vídeo Como Dobrar Chapas Acrílicas de 2mm e 10mm com uma máquina para dobrar acrílico da Digisolda. Também veremos, dicas importantes sobre escolha e regulagem da sua máquina, escolha das melhores chapas acrílicas, o tempo ideal para a dobra e muito mais.

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Alívio de Tensões

O tratamento para “distencionar” o acrílico cast e extrusado é importante antes e depois do processo de transformação, visando eliminar as fissuras ou crazing que aparecem. De acordo com o engenheiro Fábio Fiasco, proprietário da Sinteglas, especializada em colas, todas as chapas acrílicas, inclusive as extrusadas a partir da resina de PMMA, com diferentes graus de intensidade, carregam tensões internas ou residuais resultantes dos efeitos térmicos de seus processos de fabricação. Para aliviar as tensões do acrílico são empregados dois processos distintos:

Normalização (normalizing)

Processo de tratamento térmico utilizado para chapas ANTES de serem transformadas (usinagem, moldagem ou colagem). Neste procedimento, as chapas (como fabricadas) são aquecidas uniformemente a uma temperatura acima de seu ponto de transição (entre 138 a 140°C) até que se garanta o completo relaxamento das tensões existentes. Depois, se dá o resfriamento lento até a temperatura ambiente em uma proporção que evite a reintrodução de tensões. Nas aplicações mais críticas exige-se a normalização independente da intensidade das tensões internas presentes no material.

Recozimento (annealing)

Processo de tratamento térmico utilizado para aliviar as tensões APÓS o material sofrer qualquer transformação (usinagem, moldagem ou colagem). Para o uso comum das chapas cast, é permitido que o alívio das tensões presentes  no material original, quando esse for de baixa intensidade, seja negligenciado  dispensando o processo de normalização.

No entanto, as tensões térmicas e mecânicas decorrentes da transformação e usinagem do material, principalmente as que precedem a colagem, não podem ser desprezadas, pois são justamente as responsáveis pelas falhas de aparência e resistência. Vale lembrar que, por utilizarem solventes, a colagem e a impressão com tintas atacam a superfície do acrílico evidenciando e intensificando o efeito  crazing. Neste caso, é necessário fazer o  recozimento. Esse tratamento térmico é realizado com temperaturas abaixo da temperatura de transição. São três etapas consecutivas:

  • a) O componente é aquecido lentamente até a faixa de temperatura entre 87ºC e 93ºC.
  • b) Essa temperatura é mantida por um tempo “T” determinado (patamar).
  • c) Depois o material é resfriado lentamente para evitar a reintrodução de tensões ou deformações térmicas.

a) Aquecimento

Carregar a peça na estufa com temperatura ambiente. A temperatura do ar circulando dentro da estufa não deve aumentar mais que 18ºC/hora até atingir a temperatura selecionada (conf. tabela).

Tabela para condições de recozimento de peças moldadas (conformadas por calor):

Alívio de Tensões (distencionamento) de Chapas Acrílicas

c) Resfriamento

O tempo de resfriamento não deve ser menor que o tempo utilizado no patamar, ou assegurar um gradiente de resfriamento de pelo menos 12°C / hora. A temperatura do ar circulante na estufa deve permanecer dentro de uma variação não superior a ± 3ºC da temperatura selecionada na tabela acima.

b) Patamar de temperatura constante

Na prática, o tempo de recozimento (annealing) – “T” em horas, pode ser determinado como sendo igual a espessura da chapa – em mm. Assim, uma chapa de 3,0 mm deve permanecer por 3 horas na temperatura descrita pela tabela a seguir:

Considerações

Para as chapas extrusadas as condições de tempo e temperaturas para operações de alívio são diferentes e devem ser consultadas junto ao fabricante do material.

As operações de alívio de tensões só devem ser realizadas em estufas de circulação de ar com controle preciso e com variações não superiores a ±3ºC para o diferencial de temperatura no espaço entre as prateleiras.

As estufas adequadas devem possuir dutos com trocadores de calor ou resistências blindadas. O ventilador deve ter capacidade de suprimento de ar a uma velocidade de aproximadamente 100m/min. Podem ser estufas elétricas ou a gás e, neste caso, com trocadores de calor para evitar circulação de produtos combustíveis no espaço aquecido.

No Brasil são raríssimos os casos em que são requisitados ou especificados alívio de tensões (recozimento) para produtos fabricados em acrílico. No exterior, entretanto, existem empresas especializadas em executar esse serviço.

Para comprovar a eficácia do tratamento de recozimento utilizam-se placas Polaroid (ou o efeito de luz polarizada) e a conclusão é baseada na experiência prática do avaliador sendo, portanto, um critério sem caráter científico que deve ser amplamente discutido entre fornecedor e cliente.

O Indac – entidade que tem como missão gerar negócios para as empresas associadas e divulgar o uso correto do acrílico, além da preservação do valor a livre iniciativa dos negócios no país, alerta a consumidores e empresas do setor do acrílico a concorrência desleal gerada por ações na Internet.

Dentre as práticas condenáveis e ilegais, inclusive com indenizações já impostas pela Justiça brasileira, o desvio de clientes na utilização de marcas concorrentes como palavras-chave nos links patrocinados do Google, gerando danos materiais e morais à marca copiada.

A empresa titular do nome ou de sua marca, cujo prestígio se constrói ao longo de muitos anos de dedicação e investimento, se vê desprotegida pela usurpação por quem não preza pela qualidade do seu próprio nome ou produto, nem se preocupa com o consumidor que está sendo ludibriado.

Outra atitude deplorável e muito comum no setor de acrílico é o uso de imagens de peças de empresas concorrentes, refletindo o total desprezo de quem copia, pelo trabalho de desenvolvimento de produtos. Evidente que quem copia tem preços e qualidade menores, pois não possui uma estrutura de criação e prototipagem das empresas que fazem a diferença no setor, buscando inovação diariamente.

Também não é recomendado a compra de diversos domínios que não tem relação com a sua marca, que são fruto de termos de buscas de um único produto (exemplo: www.displaydeacrilico.com.br) e que remetem todos a um único site/domínio (www.seusite.com.br). Esta prática é irregular segundo o Google e pode fazer com que o seu site principal seja excluído com os demais do banco de dados do buscador, causando muitos transtornos.

Como consumidores que todos somos, devemos preservar pelo ambiente de concorrência leal, no entanto, o Indac se coloca à disposição para denuncias que ocorram no setor, através do link: https://www.indac.org.br/ouvidoria-do-acrilico/

A Bon Plast, dede 1963, vem concluindo projetos que muitas vezes são um verdadeiro desafio técnico e de criatividade para qualquer transformador de chapas acrílicas.

O know-how da Bon Plast se destaca na produção de peças moldadas por sopro, como bolhas e elipses para comunicação visual externa, que vemos em postos de gasolina, concessionarias de veículos, bancos, drogarias, entre outras aplicações.

Acompanhe dois desses desafios, vencidos pela empresa, enfrentando dificuldades técnicas e exigências de qualidade bastante elevadas:

Garrafa Gigante em Acrílico da Bon Plast
Garrafa Gigante em Acrílico da Bon Plast

Garrafa de vinho em acrílico em tamanho gigante

A Bon Plast foi procurada por uma loja especializada em vinhos no bairro de Moema, em São Paulo, com objetivo de reproduzir uma garrada de vinho com 2,85m de altura em acrílico. Moldar uma garrafa normal em acrílico já é um desafio, imagine faze-la com quase 3 metros!

Para a confecção da peça foi criado um molde da metade exata da garrafa, assim, com a certeza da produção de duas partes com as dimensões corretas, foi produzida a garra a gigante e posteriormente instalada no local, unindo as duas partes.

O resultado do trabalho foi saboreado pelo cliente!

Detalhe da Garrafa Gigante antes de afixada.
Detalhe da Garrafa Gigante antes de afixada.

Comunicação visual da BMW

Não é preciso ser um grande conhecedor de automóveis para relacionar a marca BMW com qualidade e precisão alemãs. Portanto o desafio de criar qualquer peça em acrílico para esta empresa já tiraria noites de sono de muitos acrileiros!

A Bon Plast foi convidada a produzir reproduções em acrílico moldadas da marca BMW com 1,5m de diâmetro, com a referência alemã de qualidade. Todas as peças de comunicação visual das concessionárias da marca no Brasil normalmente vem da Alemanha – não por acaso o país da origem do acrílico.

Sem contar com muito tempo, foram produzidas várias “bolhas” para os estandes da BMW no “Salão do Automóvel” de 2012 e 2014, as quais ficaram completamente similares às peças alemãs.

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Veja mais:

Bon Plast
(14) 3212-8090
www.bonplast.com.br

Moldagem de Chapas Acrílicas por Sopro (Como Moldar Acrílico)

 

Como limpar e tirar riscos do acrílico

Por ser um material belo e delicado, que apesar de sua semelhança não é um plástico comum, se parecendo mais a um cristal. Relacionamos abaixo algumas dicas de como conservar o material, restaurar o seu brilho e eliminar riscos.

Como limpar peças e chapas em acrílico

Deve-se limpar com um espanador de pó e, caso necessário, use um pano umedecido ou lave as peças com água e sabão neutro para eliminação de sujeiras.

Evite o uso de substâncias abrasivas como sapólio ou solventes como álcool ou tíner que danificam o produto.

Como restaurar o brilho ou eliminar pequenos riscos

Para restaurar o brilho ou eliminar pequenos riscos no objeto deve-se polir manualmente o local com panos limpos e macios impregnados com polidores para móveis ou específicas para plásticos. O polimento também consegue retirar com muito mais facilidade as sujeiras, como graxa, manchas e outras substâncias oleosas.

O que NÃO fazer ou utilizar para limpar o acrílico

Em hipótese alguma se deve utilizar na limpeza esponjas ásperas, muito menos de aço.
É comum as pessoas passarem nas peças um pano já utilizado em outros objetos, porém, isto deve ser evitado porque a poeira agarrada no tecido também risca o acrílico;
Substâncias abrasivas como sapólio ou solventes como álcool ou tíner que danificam o produto.

Como eliminar riscos mais profundos

Para eliminar riscos mais profundos procure uma empresa especializada em acrílico, pois possuem conhecimento e recursos necessários para o polimento industrial.

Caso queira tentar, o primeiro passo é lixar o local danificado com uma fixa fina (n° 180), e em seguida polir a área com discos de pano acoplado a uma politriz de alta rotação. O acabamento final também deve ser dado com discos de tecido conectados à politriz, e em ambos os casos, uma massa para polimento é aplicada nos discos para ajudar na recuperação do brilho do acrílico.

É essencial a operação de acabamento nas bordas das chapas de acrílico quando furada, serrada, gravada e usinada.  Caso a superfície da chapa seja riscada durante a usinagem, pode-se restaurá-la com as operações de lixamento e polimento.

Embora o polimento possa restaurar razoavelmente bem a superfície das chapas acrílicas, o melhor será evitar essa operação. Para isso o filme protetor da chapa deve ser mantido durante as operações de usinagem, impedindo que se arranhe a superfície original.

As operações de acabamento de chapas acrílicas seguem princípios idênticos aos usados com outros materiais. Marcas de usinagem ou riscos profundos na superfície devem ser primeiramente removidas com lixa de grana fina para em seguida se fazer o polimento.

As operações de acabamento devem ser escolhidas em função do tipo de trabalho a executar e da natureza do acabamento requerido. Nunca deve ser negligenciada as condições de limpeza do ambiente e do trabalho que se realiza. A obtenção de um acabamento de alta qualidade exige paciência e sensibilidade do operador. A cada estagio das operações as superfícies das chapas acrílicas devem estar sempre limpas, removendo-se qualquer abrasivo aderente ou excesso das ceras polidoras.

Acabamentos Superficiais

Uma das principais propriedades do acrílico é sua superfície brilhante revelando excelente qualidade ótica e transparência.  Porém, quando em contato com determinados produtos, como álcool ou tiner, as chapas podem formar fissuras internas ou “crazing”, devido à degradação das cadeias moleculares.
Outra grande vantagem do acrílico, que o diferencia de outros produtos, é a possibilidade de eliminar riscos da superfície com simples processos de lixamento e polimento. São processos baratos e efetivos e podem ser repetidos várias vezes, retomando a qualidade original da superfície.

São as seguintes as fase do acabamento de chapas acrílicas:

Lixamento
Polimento

Lixamento do Acrílico

Existem dois tipos de lixamento: Manual e Mecânico

Lixamento Manual

Para os acabamento superficiais utilizam-se técnicas similares ao trabalho com madeira, envolvendo a lixa em uma peça com lados perfeitamente planos.  Deve-se trabalhar com movimentos circulares, pressionando levemente a lixa contra a chapas, lubrificando-se com água e mudando a grana da lixa progressivamente, da mais grossa para a mais fina. Também é importante lavar a superfície após cada operação, verificando a área deteriorada anteriormente.

Lixamento Mecânico

Depois de cortadas, as bordas das chapas são lixadas com uso de um disco abrasivo de 25 cm de diâmetro e rotação de cerca de 3.000 r.p.m. Com discos de maior diâmetro a rotação deve ser da ordem de 1.500 r.p.m.

 

Lixamento de Chapa Acrílica com Lixadeira
Lixamento de Chapa Acrílica com Lixadeira

Alternativamente, pode ser usada uma correia lixadora, com uma velocidade de cerca de 350 m/min. Essas operações de lixamento são feitas a seco, exercendo pressão controlada, a fim de evitar superaquecimento do material. Lixadeiras vibratórias manuais também podem ser usadas com êxito para o lixamento de superfícies planas, bordas de chapas grossas ou ainda varias chapas agrupadas com as bordas formando uma única superfície. Neste caso as chapas devem ser presas com fitas adesivas ou grampos para mantê-las juntas e unidas, formando um só bloco, facilitando assim a operação.

Raspagem

Utiliza-se raspadores ou rasquetes de metal para as bordas que já estejam razoavelmente lisas devido a operações anteriores. A lâmina geralmente segue o contorno real da superfície e se as irregularidades forem grandes, poderá resultar uma superfície ondulada.

Plainas

Outra técnica apurada, visando tornar as bordas das chapas acrílicas mais perfeitas, é o uso de plainas com serras de desbaste de elevada precisão. Recorre-se, inclusive ao acabamento “diamantado” das serras para se conseguir perfeição na operação de lixamento das bordas.

Lixamento e Polimento de Chapas Acrílicas
Detalhe para o acabamento de Chapa Acrílica passada por uma plaina

Polimento do Acrílico

Assim como no lixamento, também no polimento existem as opções: manual, mecânico e a chama

Polimento Manual

Riscos leves e pequenos defeitos superficiais podem ser facilmente removidos com polimento manual.

Utilizando-se massa de polir grossa, em uma primeira etapa, e depois fina, similares às utilizadas para automóveis, e com panos macios e limpos, deve-se polir com movimentos circulares ao redor da área danificada, com firmeza e alternando de direção freqüentemente. Desta forma se poderá restaurar a superfície, retomando o brilho original da peça de acrílico.

Polimento Mecânico

Depois do alisamento da superfície por meio de lixamento ou raspagem, as chapas acrílicas devem ser polidas em politrizes mecânicas. A roda de tecido de algodão sanfonado ou “boneca”, geralmente com diâmetro entre 15 cm (6”) a 35 cm (14”), e rotação em torno de 1.400 r.p.m. Não se recomenda rotação mais alta, procurando impedir um superaquecimento da superfície, com conseqüente queima ou deformação da área atingida.

Lixamento e Polimento do Acrílico
Politriz usada para polir acríico

O polimento da chapa acrílica requer um bom equilíbrio entre a velocidade da politriz e a pressão aplicada, cabendo ao operador julgar a pressão que não causará superaquecimento, mas que simultaneamente dará um bom rendimento de trabalho. Na roda de tecido aplica-se massas especiais para polimento de acrílico. O acabamento final é dado em outra politriz, isenta de massa, com a finalidade de lustrar a peça e remover o excesso de polidor da operação anterior.

Lixamento e Polimento do Acrílico
Detalhe para o resultado (lado direiro) após o uso da politriz para o polimento de chapas acrílicas

Polimento a Chama

Outra técnica utilizada para polimento de bordas usinadas, porém, recomenda-se testar o procedimento antes da operação. Esta técnica pode provocar fissuras posteriores às chapas, caso a distância da chama estiver muito próxima da borda, degradando as reações moleculares do acrílico.

A comunicação visual externa das lojas de roupas masculinas, femininas e infantis Brooks Brothers, pertencente à BROOKS BROTHERS GROUP, dos Estados Unidos, é toda confeccionada em letras de chapas acrílicas brancas leitosas, coladas em todos os vértices e com iluminação traseira por leds.

A tridimensionalidade da comunicação visual e a colagem das letras remete à costura de alfaiate, ou seja, realizado com trabalho artesanal, de especialista, como o processamento de chapas acrílicas.

Letras em acrílico, da rede Brooks Brothers

Este tipo de comunicação visual diferenciado em acrílico também é feito no Brasil, com o devido controle das técnicas de corte das bordas das chapas e colagem com método e cola adequados.

O resultado é a valorização da marca e a aceitação do público, com aumento de vendas e ampliação da rede de lojas.

Faça como a gigante e bem sucedida rede Brooks Brothers  – use acrílico em sua comunicação visual.

Letras em acrílico, da rede Brooks Brothers

 

Chapas acrílicas cast ou fundidas são termoplásticos que, quando aquecidos, tornam-se maleáveis, adquirindo uma consistência semelhante à da borracha, permitindo, dessa maneira, serem moldadas das mais variadas formas. Com o resfriamento tornam-se rígidas, conservando, porém, a forma que lhes foi dada durante a moldagem.

A transição do estado de rigidez para o estado plástico ocorre gradativamente. O primeiro sinal visível de amolecimento é notado a cerca de 105°C, temperatura na qual algumas peças já moldadas podem mostrar uma tendência a desmoldar. A 120°C, aproximadamente, as chapas acrílicas cast se tornam maleáveis para moldagem em geral. Recomenda-se que o material seja uniformemente aquecido a uma temperatura entre 165 e 190°C. Atingida a temperatura necessária para moldagem as chapas devem ser transferidas para o molde. Se a moldagem for realizada à temperatura abaixo de 130°C, as peças poderão sofrer ruptura, pois terá sido altamente tensionada. Consequentemente terá menor resistência ao impacto e maior tendência à formação de fissuras e rachaduras, principalmente quando a operação de colagem e impressão for feita após a moldagem. Com temperaturas acima de 190°C corre-se o risco de degradar o material, formando bolhas ou marcas dos moldes utilizados, podendo até rasga-lo durante ou imediatamente após a moldagem.

Para evitar que esse fato ocorra, a temperatura da estufa deverá ser ajustada, medindo-se a temperatura da chapa em vários pontos, por meio de termômetro infravermelho com laser.

O tempo de aquecimento dependerá da espessura da chapa e do tipo de estufa utilizada. A fórmula abaixo poderá ser empregada para uma estimativa de tempo de aquecimento requerido:

T = 3,0 x e
onde: T = tempo em minutos (min)
e = espessura em milímetros (mm)
3,0 = valor constante.

Uma maneira prática de estimar se uma chapa está pronta para moldagem é quando, dobrada, sobre si mesma, retorna imediatamente, sem nenhum sinal de rigidez. Não há vantagem no aquecimento por períodos mais longos do que o necessário e o procedimento de deixar o material em repouso na estufa não é aconselhável.
As chapas cast também podem ser reaquecidas e novamente modeladas no formato desejado.
O filme protetor das chapas deve ser removido antes da moldagem.

A faixa de temperatura de moldagem para chapas acrílicas extrusadas deve ser entre 150 a 170°C.

Tempo de Moldagem para chapas acrílicas:

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Resfriamento

Durante a moldagem, as peças devem ser mantidas nos moldes até que esfriem a cerca de 60º C ou menos. Deve-se evitar o resfriamento forçado paras não gerar tensões no material. Diferença de temperatura entre as duas superfícies de uma peça pode provocar tensões indesejáveis, suficientes para causar empenamento, assim como variações de temperatura entre diferentes pontos de uma peça podem resultar em distorção óptica.

Equipamentos para Moldagem e Processos

Os custos de equipamentos e moldes são relativamente baixos, podendo-se conseguir formas bi ou tridimensionais, através de uma ampla variedade de processos.

Dobradeira com Fio de calor

Trata-se de uma mesa de cerâmica ou madeira com um canal transversal e resistência para aquecimento, com o objetivo de aquecer uma faixa estreita da chapa acrílica na localização desejada e utilizada unicamente para dobragem em linha reta. É importante que a resistência produza um calor uniforme ao longo do comprimento. As chapas devem ser posicionadas além de 6 mm das resistências e caso a chapa supere espessura de 4 mm, é conveniente colocar resistências em ambos os lados.

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Vários desses aquecedores podem ser usados, lado a lado, permitindo executar, simultaneamente, diversas dobras. A energia necessária é da ordem de 850 W /m.

Exemplo de gabarito de 90° em uma dobradeira:

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Veja neste vídeo 'Como Dobrar Acrílico'

 

Forno de Gás com Circulação Forçada de Ar

Proporciona calor uniforme e temperatura constante, praticamente sem riscos de sobre aquecimento das chapas. Deve atingir pelo menos 170º. e seu tamanho é relativo à dimensão do trabalho requerido. Sua função é amolecer a chapa por aquecimento para obtenção de moldagem.

Moldes

As ferramentas usadas para moldagem de chapas acrílicas são simples e relativamente baratas, pois podem ser elaboradas de materiais como madeira, resina epóxi, gesso, alumínio, etc. Trata-se de materiais estáveis, rígidos e que conseguem suportar as pressões e temperaturas de moldagem sem deformação.

Tipos de moldagem para trabalho com acrílico

Gravidade

É o método mais sensível, pois não requer equipamentos especiais para moldagem. Deve-se colocar a chapa de acrílico na temperatura de moldagem
sobre o molde, e esta por seu próprio peso, adota o formato do molde. É aconselhável colocar pinças nas extremidades da placa acrílica, para evitar possíveis ondulações durante o resfriamento. É recomendado para produtos simples de duas dimensões.

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Vácuo

O formato da peça será dada pela forma e tamanho do aro de sucção da chapa e pela pressão do ar exercida sobre a peça, como a banheira, abaixo:

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Sopro

As chapas acrílicas aquecidas são submetidas à força do ar comprimido e seguras em pinças nas bordas, deformando até atingirem a bolha desejada. Trata-se de processo de poucos recursos, utilizado normalmente para cúpulas arredondadas de luminárias.

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Moldagem Mecânica

As chapas de acrílico podem ser moldadas como se fossem de metal, com molde tipo macho e fêmea, para se obter peças de dimensões precisas e mínimas tolerâncias. É recomendado que o molde para este processo seja de metal:

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Combinação de Métodos – Pressão e vácuo

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Moldagem ou curvatura a frio

As chapas acrílicas podem ser curvadas a frio, no entanto, a curvatura obtida é limitada, quando comparada a outros materiais plásticos.
As orientações, a seguir, são recomendadas para curvaturas a frio em chapas acrílicas cast e extrusadas:

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Fórmula para definição do raio mínimo de curvatura ( r ) de chapas acrílicas:

r = a x e, onde:
a – valor constante, de acordo com tipo de chapa:
a = 200 (para chapas cast ou fundidas)
a = 300 (para chapas extrusadas)
e = espessura da chapa acrílica

Portanto, para uma chapa cast de 3,0 mm de espessura, o raio mínimo de curvatura será:
r = 200 x 3,0 mm = 600 mm


 

Veja mais

Fabricantes de Máquinas Dobradeira de Acrílico:

VP Máquinas
www.vpmaquinas.com.br
11 2647-4916

JR Laser Technology
www.jrlaser.com.br
(48) 3052-3322 – Filial SP (11) 2365-9989

O acrílico é uma das matérias-primas adotada por fabricantes de móveis, designers e arquitetos que desejam agregar valor aos seus projetos, por meio da utilização de peças que aliam qualidade e beleza incomparáveis. E é exatamente com esse olhar criterioso que renomados profissionais têm conquistado a confiança de clientes que prezam pela beleza e pelo cuidado no acabamento das peças que adquirem ao usarem as Dobradiças em Acrílico, seja um móvel que ganhará destaque em uma sala de estar ou uma caixa de sugestões que ficará exposta em uma loja.

Dobradiça em Acrílico

Dessa forma, a beleza no acabamento das peças tem sido cada dia mais valorizada por profissionais e clientes, especialmente nos pequenos detalhes, como na escolha das dobradiças utilizadas para fechar materiais como urnas, caixas e displays. “As dobradiças e fechos em acrílico dão um toque especial e valorizam as peças produzidas com o material. Ainda que não sejam tão resistentes como as de metal, sem dúvida, garantem um acabamento simplesmente perfeito à peça”, explica Ricardo Holander, proprietário da Acrillander, empresa que produz e distribui dobradiças para o mercado nacional.

Os modelos mais simples de dobradiças em acrílico, e também os mais utilizados pelos clientes da Acrillander, estão disponíveis nas medidas 80×50, 45×36 e 27×37 mm (altura x largura considerando as duas abas).  A empresa também fornece a dobradiça com fecho, que mede 27×63 mm e por fim, vale destacar os encaixes cristais para colagem dos cantos em 45° das caixas e urnas.

Dobradiça em Acrílico

A Acrilopes, empresa produtora de peças, utiliza as dobradiças em acrílico na fabricação de urnas e caixas articuladas. “Adquirimos trimestralmente, em média, 100 pares de dobradiças, sendo que 90% delas são utilizadas na produção de urnas”, explica Renato Lopes, diretor da empresa que costuma manter urnas em estoque para atender aos clientes que, normalmente, só se dão conta de sua falta horas antes de realizar um sorteio.“Usamos as dobradiças transparentes por uma questão estética já que ela compõe melhor o conjunto e traz um resultado final mais atraente”, finaliza.

Fabricantes de Dobradiças em Acrílico

Acrilopes
Fone: (11) 2047.0430
www.acrilopes.com.br

Acrillander
Fone: (11) 5533.3131
www.acrillander.com.br

Veja nesta página algumas das perguntas mais frequentes e relevantes recebidas pelo Indac.

As coberturas em Acrílico amarelam com o Sol?

Pergunta: Márcia P. Silva

Resposta:

Olá Márcia.

O Policarbonato e outros plásticos ficam visivelmente amarelados com o tempo. Chapas acrílicas não. Mesmo depois de 30 anos, o índice de amarelecimento (YI) para chapas acrílicas revela-se o mais baixo dentre os plásticos.

 

Como limpar o acrílico? Posso usar solvente?

Pergunta: Robson Luis Fonseca

Resposta:

Olá Robson, vamos começar com uma questão bem importante. Que é o uso dos solventes na limpeza do acrílico.

NÃO, nunca use qualquer tipo de solvente na limpeza de usas peças, pois irá danifica-lás, eliminando a transparência e transformando a área em aspecto esbranquiçado e sem brilho.

PARA LIMPAR O ACRÍLICO USE:

Espanador de pó e, caso necessário, use um pano umedecido ou lave as peças com água e sabão neutro para eliminação de sujeiras.

Quais empresas recolhem e reciclam acrílico no Brasil?

Pergunta: Érica Rodrigues

Resposta:

Empresas recicladoras de acrílico no Brasil:

Uniplex: 18-3652.1079

Itacril: 11-4648.7132

Sheet Cril: 14-3296.8200

São Marcos: 54-3291.1757

Pode-se usar Álcool para Limpar Peças Acrílicas?

Pergunta: Antonio Carlos

Resposta:

A limpeza de peças produzidas com chapas ou resinas acrílicas deve ser feita normalmente com água e sabão. Uma lavagem simples com água e sabão deixa a peça brilhante novamente, retirando manchas, sujeira ou marcas de gordura.

Os solventes, como álcool ou tiner atacam as cadeias ou estruturas moleculares do acrílico, causando seu rompimento. Essas microfissuras, também conhecidas como crazing, se propagam por toda a área atingida pelo solvente, penetrando no interior da parede da peça, eliminando a transparência e transformando a área em aspecto esbranquiçado e sem brilho.

Portanto, limpe sua peça acrílica com água e sabão e cuidado com solventes ou outros produtos de limpeza que contenha álcool em sua composição, como Veja, Vidrex, etc.

Como Eliminar Riscos de Peças de Acrílico?

Pergunta: Lucas Vieira Silva, de Pinhais

Resposta:

Por ser um material belo e delicado, o acrílico exige alguns cuidados que garantem o brilho e a vida útil das peças. Relacionamos abaixo algumas dicas de como conservar o material, restaurar o seu brilho e eliminar riscos. é importante ressaltar que em hipótese alguma se deve utilizar na limpeza esponjas ásperas, muito menos de aço.

É comum as pessoas passarem nas peças um pano já utilizado em outros objetos, porém, isto deve ser evitado porque a poeira agarrada no tecido também risca o acrílico.
Algumas pessoas tratam o acrílico como se fosse um plástico normal, mas ele é como um cristal e exige certos cuidados que garantam sua beleza.

Para conservar as peças acrílicas deve-se evitar substâncias abrasivas como solventes (tiner ou álcool) e sapólio, além de utilizar um espanador de pó e, em seguida, um pano umedecido ou lavar as peças com água e sabão ou detergente neutro.

Para restaurar o brilho ou eliminar pequenos riscos no objeto deve-se usar ceras finas para carros ou para móveis com flanelas ou discos de tecidos adaptados a furadeiras. Esses produtos também conseguem retirar com muito mais facilidade sujeiras, como a graxa e outras substâncias oleosas.

Para eliminar riscos mais profundos sugerimos procurar uma empresa especializada, fabricante de peças acrílicas, que possua os recursos necessários para a realização do polimento industrial.

Caso queira tentar, o primeiro passo é utilizar no local uma fixa fina (n° 180). Em seguida usa-se uma politriz de alta rotação com discos de pano que restauram a transparência do acrílico. O acabamento final é realizado em outra politriz com discos de flanela, que por ser um tecido menos rugoso, dá brilho a peça. Em ambos os casos, uma massa para polimento é aplicada nos discos para ajudar na recuperação das chapas.

Obrigado pela pergunta.

Cuidados básicos com o acrílico (É anti-bactericida? Ideal para acondicionamento de alimentos? Transparência? Durabilidade? Resistência? Comparações com o vidro?)

Pergunta: Douglas Alberto

Resposta:

Por ser um material belo e delicado, o acrílico exige alguns cuidados que garantem o brilho e a vida útil das peças. Relacionamos abaixo algumas dicas de como conservar o material, restaurar o seu brilho e eliminar riscos. é importante ressaltar que em hipótese alguma se deve utilizar na limpeza esponjas ásperas, muito menos de aço.

É comum as pessoas passarem nas peças um pano já utilizado em outros objetos, porém, isto deve ser evitado porque a poeira agarrada no tecido também risca o acrílico.
Algumas pessoas tratam o acrílico como se fosse um plástico normal, mas ele é como um cristal e exige certos cuidados que garantam sua beleza.

Para conservar as peças acrílicas deve-se evitar substâncias abrasivas como solventes (tiner ou álcool) e sapólio, além de utilizar um espanador de pó e, em seguida, um pano umedecido ou lavar as peças com água e sabão ou detergente neutro.

Para restaurar o brilho ou eliminar pequenos riscos no objeto deve-se usar ceras finas para carros ou para móveis com flanelas ou discos de tecidos adaptados a furadeiras. Esses produtos também conseguem retirar com muito mais facilidade sujeiras, como a graxa e outras substâncias oleosas.

Para eliminar riscos mais profundos sugerimos procurar uma empresa especializada, fabricante de peças acrílicas, que possua os recursos necessários para a realização do polimento industrial. Caso queira tentar, o primeiro passo é utilizar no local uma fixa fina (n° 180). Em seguida usa-se uma politriz de alta rotação com discos de pano que restauram a transparência do acrílico. O acabamento final é realizado em outra politriz com discos de flanela, que por ser um tecido menos rugoso, dá brilho a peça. Em ambos os casos, uma massa para polimento é aplicada nos discos para ajudar na recuperação das chapas.

As chapas de acrílico se destacam entre outros materiais graças às suas qualidades e propriedades excepcionais, responsáveis pela ampla variedade de aplicações - dos materiais de construção até artigos domésticos, displays, luminosos, fachadas e outros.

Podemos relacionar as seguintes propriedades do acrílico:
• Chapas cristais atingem 92% de transmissão de luz, bem mais transparente que o vidro;
• Absorção de água com 2 a 100% de umidade relativa, apresenta aumento dimensional de no máximo 0,35%;
• Peso específico de 1.19 g&cm³, assim uma chapa de 2 m² e 3 mm de espessura pesa 7,26 kg;
• é atóxico, apresentando higiene e segurança total quando em contato com alimentos;
• Possui resistência química boa aos produtos químicos mais comuns;
• Boa resistência a quebras, sem tendência à fragmentação;
• Durabilidade de cerca de 10 anos resistindo a sol, chuvas, tempestades e todo tipo de intempérie. Apresenta excelente resistência à radiação dos raios ultravioletas;
• Infinitas possibilidades de cores (transparentes, translúcidas e opacas);
• Limitada resistência a solventes, principalmente tiner e álcool;
• Baixa resistência à fadiga;
• Inflamável, porém com baixa emissão de fumaça quando queimado. A queima é semelhante à madeira dura, mas sem produzir fumaça;
• Baixa resistência à abrasão, comparável à do alumínio, porém quando riscado é plenamente recuperado por polimento;

Comparações do Acrílico com o Vidro:
• O acrílico tem menor resistência à tração e menor rigidez que o vidro.
• Em aplicações como vidraças, as chapas acrílicas necessitam de espessura 1,5 a 2,5 vezes maior que o vidro para manter a mesma rigidez.
• Possui boa resistência ao impacto, e na quebra a chapa acrílica não estilhaça como o vidro. O acrílico quebra em pedaços não cortantes e é um material sensível ao entalhe.
• Uma chapa acrílica tem a metade do peso de uma chapa de vidro de mesmo tamanho e espessura.
• Revela melhor resistência a choques térmicos que o vidro;
• Chapas acrílicas podem contrair ou expandir devido a mudanças de temperatura e umidade

Propriedades Químicas do Acrílico:

Boa resistência química a:
•ácidos diluídos (ex: vinagre)
•Soluções de bases inorgânicas
(ex: amônia, água sanitária)
•Solventes orgânicos apolares
(ex: hexano, aguarrás, querosene)
•Bebidas alcoólicas (Ex. cerveja, vinho, uísque, aguardentes, etc.)
•Xaropes alimentícios e farmacêuticos
•óleos vegetais

Baixa resistência química a:
•Solventes aromáticos (ex: benzeno, tolueno)
•Hidrocarbonetos clorados (ex: CCl4)
•ácidos orgânicos (ex: ácido acético)
•ésteres, cetonas
•Graxas e óleos
•Alcoóis e Tiner (diluente de tintas)
•Soda cáustica

As chapas acrílicas são anti-bactericida?

As chapas acrílicas são anti-bactericida, pois não possuem agentes ou aditivos que destroem bactérias. Trata-se de produto inerte, ou seja, não provoca reações em bactérias. No caso de incubadoras de recém-nascidos, por exemplo, a limpeza das chapas acrílicas deve ser feita anteriormente a cada uso, utilizando-se somente água e sabão neutro.

 

Processos produtivos de móveis (como fuciona e se pode ser reciclado?)

Pergunta: Érica Rodrigues

Resposta:

Chapas acrílicas são fáceis de trabalhar, principalmente na fabricação de móveis, pois se utiliza equipamentos convencionais de marcenaria. No entanto, requerem ferramentas específicas para sua operação, de modo a permitir um melhor aproveitamento de corte e acabamento das peças. Em geral, as serras circulares e de fita são as mais utilizadas para o corte das chapas acrílicas. As circulares são as preferidas para se fazer cortes retos e as de fita para cortes em linhas curvas. A potência e velocidade das máquinas variam conforme a espessura e o tipo das chapas a serem cortadas.

Já no caso das brocas usadas para furação, elas também devem ter uma afiação especial, além de ser mais pontudas do que o normal, de forma a evitar que a chapa se quebre ao ser perfurada. A melhor rotação da broca, taxa de alimentação e pressão aplicada, dependerá do tamanho do furo e da espessura da chapa.
Outra opção utilizada para o corte das chapas de acrílico é o processo de corte a laser, que permite a confecção de peças com qualquer tipo de formato, com alta precisão e conforme a necessidade do cliente. Em uma rápida definição, pode-se dizer que o laser é um dispositivo que produz um fluxo definido de luz com qualidades excepcionais de intensidade e direção. Os lasers emitem ondas de luz que expõem o material ao intenso calor gerado pela concentração do raio, vaporizando o material no ponto focalizado.
O corte a laser também tem outras vantagens para chapas acrílicas, como a eliminação da necessidade de acabamentos posteriores, como lixamento e polimento, além do melhor aproveitamento da matéria-prima, com conseqüente redução de custos e aumento da capacidade de produção.

Em alguns casos, conforme o móvel a ser fabricado, também será necessário que as chapas acrílicas passem pode um processo de lixamento e polimento visando ressaltar o brilho e a beleza de suas bordas.
As chapas acrílicas quando aquecidas à temperatura e tempo adequados podem ser dobradas e moldadas. Ao resfriarem recuperam sua rigidez e conservam o formato aplicado. Os custos de equipamentos e moldes são relativamente baixos, podendo ser obtidas formas bi ou tridimensionais através de uma ampla variedade de processos.

As chapas acrílicas também podem ser coladas e para tal operação existem três opções. A mais utilizada é a cola a base de solvente, ou cola rápida. é uma cola fluída, indicada para a maioria das colagens convencionais de acrílico com acrílico e para montagens de peças leves e acessórios decorativos em geral. As chapas não devem ser polidas antes da colagem e as superfícies devem estar absolutamente lisas, planas, limpas e desengorduradas.

A segunda opção é uma cola viscosa, cristalina e de uso geral. Age dissolvendo o acrílico, depositando polímero nas juntas e tem uma consistência adequada à maioria das aplicações.
O terceiro tipo de cola é a mais eficaz e resistente para as chapas cast ou extrusadas. Trata-se de uma cola líquida de alta viscosidade, preparada pela mistura de dois componentes no momento de usá-la: cola e catalisador, sendo seu constituinte principal o próprio MMA - matéria prima do acrílico.
As chapas acrílicas devem ser acondicionadas em sua embalagem original com a película protetora, mantidas em lugar seco, em posição levemente inclinada em relação a vertical (10°), longe do sol, do calor e de produtos químicos. Não devem ser utilizados ganchos ou objetos pontudos durante transporte ou manuseio.

A limpeza do acrílico é extremamente fácil e econômica, devendo-se usar somente água e sabão ou detergentes neutros, aplicados com flanela ou panos bem macios. Em caso de riscos, encardidos e manchas superficiais, a remoção dos mesmos é bastante simples. é só aplicar polidor doméstico para metais, esfregando-se o produto sobre a área afetada e utilizando uma flanela seca e limpa, com intensidade suficiente até a remoção do defeito. Finalize a operação com uma segunda flanela para a remoção do excesso do polidor.

As chapas e resinas acrílicas podem ser recicladas como qualquer outro plástico. No Brasil recicla-se em torno de 15% da produção anual, sendo tais produtos destinados principalmente para fabricação de peças para uso interno e sem necessidade de resistência mecânica ou ótica.

 

Artigos e literatura sobre o Acrílico (produção de chapas acrílicas para câmaras isobáricas)

Pergunta:

Sou estudante da Universidade de Mogi das Cruzes, e faço iniciação cientifica com um projeto pela Fapesp e associado a uma empresa para produção de chapas acrílicas para câmaras isobáricas. Temos dificuldade de encontrar literaturas (livros e publicações) sobre o assunto. Gostaria de saber se o Indac poderia nos passar artigos ou outros meios de literaturas com mais informações sobre o acrílico.

Rita de Cássia S.s da Costa

Resposta:

Pode-se citar que os termoplásticos acrílicos (PMMA) são obtidos da polimerização dos ésteres acrílicos, gerando materiais como as chapas fundidas ou “cast”, chapas extrusadas, tubos, tarugos, filmes e grânulos para moldagem por injeção ou extrusão.

As chapas fundidas são produzidas com ampla variedade de tamanhos e espessuras, sendo as maiores disponíveis em 3x 2 metros, e espessuras variando entre 1 a 24 mm.
As chapas “cast”, fundidas entre placas de vidro, possuem excelentes propriedades óticas e acabamentos das superfícies, além de serem oferecidas em uma grande variedade de cores e composições. As chapas acrílicas fundidas são fornecidas com formulações básicas para uso geral e com propriedades de absorção de raios ultravioleta, espelhadas e com características de alta termoformabilidade.
Todas as chapas acrílicas fundidas são fortes, estáveis, resistentes às condições do tempo e termoformáveis; disponíveis nas opções transparentes, translúcidas e em cores opacas, combinando com uma variedade de texturas superficiais.
As chapas extrusadas são produzidas pela compressão dos grânulos acrílicos através de uma rosca de extrusão convencional. O acrílico é fundido e empurrado através de uma matriz em um processo contínuo, possibilitando uma variedade de larguras e comprimentos.
O processo de extrusão é a opção mais econômica para a produção de chapas acrílicas. A chapa extrusada é a alternativa de menor custo dentre as outras opções, entretanto, linhas de fluxo e distorções podem ocorrer. São utilizadas quando a qualidade é boa o suficiente e a economia do projeto é quem dita as regras.

Adiciona-se pigmentos ao monômero visando produzir um amplo espectro de cores transparentes, translúcidas ou opacas. A maior parte das cores é formulada para possibilitar longo tempo de durabilidade à exposição externa. Formulações especiais de chapas acrílicas também estão disponíveis para moldagens profundas de componentes como banheiras e
cabines de banho.
As propriedades mecânicas do acrílico são elevadas e altas tensões conseguem ser suportadas com segurança por curtos períodos. Entretanto, para esforços mais prolongados as forças de tensão devem ser limitadas a 1.500 psi, visando evitar «crazing» ou rachaduras na superfície.

Vale a pena citar que o setor de acrílico é pouco explorado por literaturas específicas. Outra opção para informações técnicas é utilizar os trabalhos científicos desenvolvidos por escolas especializadas em materiais plásticos, como é o caso da Universidade Federal de São Carlos — UFSCar— em seu Departamento de Engenharia de Materiais - DEMA.

Estufas para modelagem de acrílicos (tamanho, tipo de energia, tipo de ventilação, tipo de estrutura, tipo de modelo)

Pergunta: Aldo Marzolla

Resposta: 

Os fornos para aquecimento de chapas acrílicas devem apresentar temperaturas uniformes e constantes e ventilação forçada de ar. Estes fornos consistem de recipientes externo e interno, separados por um espaço contendo isolação de fibra de vidro ou lã de rocha. No recipiente interno os fornos devem ter aquecedores com controle termo-estático, em condições de operarem entre 60 a 190°C, com variação de até 5°C; apresentando velocidade do ar através das chapas entre 1 a 5 m/s. Ventiladores também dever ser utilizados para assegurarem a distribuição de calor.

Certifique-se que as temperaturas no interior do forno mantenham-se uniformes e que as armações exerçam pressões constantes e adequadas em todos os lados da chapa quando estiver aquecida.
Aquecedores horizontais infravermelhos (de cerâmica, por exemplo) são mais rápidos
e conseqüentemente de menor custo de mão de obra que os fornos de ar quente.
Os fornos horizontais são mais flexíveis, pois os aquecedores, as chapas e as armações de apoio podem ser removidos.

As dimensões do forno dependerão do tamanho da chapa que deve ser aquecida. Recomenda-se dimensioná-lo de acordo com o maior tamanho de chapa que poderá ser aquecida.

Colagem com Acrílico (formação, técnicas tipo de cola e outros)

Pergunta:

Trabalho com acrílico há mais de cinco anos mais até agora não consigo fazer uma boa colagem. Gostaria de saber se vocês poderiam me ajudar através de apostila ou curso para que eu possa me tornar um ótimo colador.

Edson Santos de Jesus

Resposta:

Sugerimos o curso sobre Artesanato em Acrílico na Escola Senai Mario Amato, de São Bernardo do Campo / SP. O curso é composto de etapas teóricas e práticas de oficina, colaborando no aprendizado das técnicas de trabalho com chapas acrílicas. Escola Senai Mario Amato, tel.: 11-4109.9499, se preferir entre em contato por e-mail:[email protected]

De qualquer maneira, podemos mencionar que as chapas acrílicas podem ser coladas entre si usando colas apropriadas, obtendo-se uniões fortes e transparentes. A duração, aparência e força da união dependem da eliminação de esforços internos, da preparação do material na forma adequada e da escolha da cola mais indicada. Há um tipo de cola apropriada para cada aplicação em particular. As técnicas de aplicação das colas são muito importantes para obtenção de um bom resultado.
é importante atenção com cuidados e segurança, pois toda a cola contém solventes orgânicos e, portanto trata-se de produto tóxico. A cola para acrílico deve ser manuseada em local arejado (de preferência em capelas com exaustão de vapores), com uso de luvas, óculos e máscaras. Se for inalada, pode causar náuseas, tontura, e convulsões, afetando o sistema nervoso central e o sistema cardiorrespiratório. Evite o contato com a pele e mantenha o frasco com o produto longe de crianças e pessoas não habilitadas.

Para boa aderência da cola, as superfícies do acrílico devem estar isentas de gordura ou de adesivos dos filmes de proteção. Deve-se efetuar uma limpeza usando éter ou aguarrás.
Se o corte feito com serra apresentar imperfeições, deve ser lixado até atingir esquadramento correto, eliminando-se os «serrilhados» e ondulações. Nunca se devem polir as superfícies a serem coladas, pois a cola não teria boa aderência e as áreas de contato seriam reduzidas pelo arredondamento das bordas.

Existem basicamente dois tipos de colas para trabalho com Acrílico:
• Colas a base de solvente
• Colas acrílica com catalisador

A utilização correta da cola à base de solventes é uma das peculiaridades do processo. A cola à base de solventes, ou cola rápida, exige do aplicador alguns conhecimentos mínimos para oferecer maior rendimento. Com o objetivo de facilitar a compreensão de seus segredos, e assim evitar bolhas e o “embranqueci mento” das peças após uma colagem mal realizada, é importante que o aplicador esteja atento para detalhes fundamentais no processo de colagem. Em primeiro lugar, as superfícies a serem coladas devem estar absolutamente lisas, planas, limpas e desengorduradas, para que haja uma aderência perfeita entre elas, o que pode ser obtido com uma usinagem feita por torno, tupia, desempenadeira ou fresa. As partes que estarão em contato devem ser limpas com tecido umedecido em álcool, éter ou aguarrás. Recomenda-se, também, a retirada de pequenas sobras dos filmes de proteção que acompanham as chapas e podem ser um empecilho para uma boa colagem. As chapas não devem ser polidas antes da colagem. Por apresentar secagem rápida, não é aconselhável para peças que ficarão expostas às intempéries ou para usos industriais, ou mesmo para peças que podem ser submetidas a esforços mecânicos.

Para realizar uma colagem com ângulo de 90 graus, utiliza-se a ajuda de fitas adesivas, grampos ou qualquer outro recurso para fixar o posicionamento das partes, e aplica-se a cola com o auxílio de uma seringa ou uma bisnaga, adaptadas ao bico aplicador. Se junta uma parte da peça contra a outra, firmemente com grampos ou pesos e aplica-se a cola solvente, com seringa hipodérmica e agulha ao longo do interstício deixado pelas superfícies a colar, permitindo que a cola penetre por capilaridade nas áreas determinadas, que em função da baixa viscosidade da cola fluirá em todas as arestas de contato. Deve-se ter cuidados para evitar que a cola escorra pelas arestas onde não se deseje a união. Cola em demasia pode arruinar as zonas adjacentes e se for escassa as uniões ficarão frágeis.
Deve-se aguardar uma hora antes de qualquer manuseio, e até doze horas antes das demais operações de acabamento. A cola a base de solvente age dissolvendo a superfície da chapa acrílica, permitindo a fusão das faces a serem coladas, seguida da evaporação do solvente.

A cola acrílica com catalisador é um produto de alta transparência e bastante cristalino, apresentando alta viscosidade e deve ser preparada com o auxílio de um componente catalisador. A cola acrílica com catalisador garante elevada resistência mecânica à junta colada, permitindo trabalhos resistentes à pressão e esforços mecânicos, oferecendo, ainda, grande resistência às intempéries. é a única cola que permite obter juntas quase invisíveis e com resistência próxima à do próprio acrílico.
Para conseguir o efeito desejado, misture a cola com o catalisador na proporção de 25:1 (ex: 25 ml de cola para um ml de catalisador). Homogeneizar por 1 minuto em recipiente bem limpo, de vidro ou polietileno. Completada a mistura, espere até as bolhas subirem para a superfície da cola e transfira o produto sem bolhas para uma bisnaga flexível, ou seringa plástica. Após ser preparada, a cola deve ser utilizada em até 20 minutos, pois sua viscosidade aumenta progressivamente, dificultando a aplicação.
As superfícies a serem coladas devem estar limpas e desengorduradas. Proteja as áreas próximas à região a ser colada com fitas adesivas ou filmes plásticos.

Aplique a cola em uma das partes e mantenha a peça posicionada em gabaritos. Mantenha o objeto pressionado por até 60 minutos, até o endurecimento da cola. A usinagem do material colado deve ser realizada apenas depois de um intervalo de 24 horas. Cuidado com alguns materiais que amarelam a cola e retardam seu endurecimento como borrachas, madeiras, álcool ou a parte colante das fitas adesivas.

Não é necessário polir as partes a serem coladas. Não utilize a cola em temperatura ambiente inferior a 20° C, pois ela deve ser utilizada entre 20° C e 25° C (é possível aquecê-la em banho-maria). Caso a cola demore mais de 60 minutos para endurecer, descarte o catalisador, que deve ser conservado em ambiente refrigerado com até 10° C. Por ser inflamável, o produto deve ser mantido longe do fogo. Em caso de acidente, use pó químico seco para apagar. Armazene o produto longe de crianças e pessoas não-habilitadas.
Procure trabalhar em ambientes refrigerados ou em capela com exaustão de vapores. Use máscaras, óculos e luvas na hora do manuseio.

As colas usadas para chapas estrusadas são à base de solvente e também agem dissolvendo a superfície da chapa acrílica, permitindo a fusão das faces a serem coladas, seguida da evaporação do solvente. Possui secagem rápida, devendo ser aplicada por meio de seringa hipodérmica de plástico. Juntam-se previamente as partes a serem coladas, despejando-se a cola por meio da seringa na região da junta.

As colas são encontradas no mercado especializado para materiais acrílicos, sobre diversas especificações de acordo com a utilização.

Também podemos citar outras técnicas de colagem para Acrílico, como:
• Adesivos com aplicação em aerossol
• Adesivos em fitas de dupla face transparentes ou opacas
• Pistola de ar quente, ajustadas eletronicamente, quanto à temperatura e velocidade do fluxo de ar.
• Para trabalhos muito especiais utiliza-se método por ultra-som, com tempos de execução muito curtos.

Para se conhecer ainda mais sobre colagem de chapas acrílicas, consulte o site do Indac.

Chapas acrílicas podem ser facilmente unidas entre si ou a outros materiais com colas especiais. A colagem correta das chapas acrílicas é uma etapa vital no desenvolvimento de peças atrativas e de alta qualidade, que possam exibir uniões fortes, limpas e sem manchas.

As informações a seguir são dadas como dicas de como atingir essas uniões.

Regras básicas de segurança para colagem

As colas para acrílico devem ser utilizadas somente em áreas bem ventiladas, com a adequada proteção de EPIs recomendados pelo fabricante. Antes de utilizar as colas reveja o boletim técnico de segurança do fabricante para cada produto específico.

Ao manusear colas acrílicas evite fumar, pois alguns solventes são muito voláteis e inflamáveis podendo incendiar. Sempre proteja a pele do contato de colas a base de solventes.

Equipamentos e materiais necessários

Itens básicos necessários para a adequada colagem incluem um aplicador de colas como uma almotolia com ponta de agulha, fixadores ou pinos, e um recipiente (bandeja) para imersão na cola (utilizado na colagem por imersão ou absorção). Moldes, grampos e pesos também podem ser úteis durante a colagem.

Regras básicas para colagem de acrílico

A temperatura ideal de trabalho para colagem de chapas acrílicas é entre 20 e 25°C. Não trabalhe em salas com temperaturas abaixo de 15°C ou acima de 37°C e com alta umidade relativa do ar. Trabalhe em ambiente sempre bem limpo, evitando proximidade com poeiras e fontes de calor como estufa ou chama. O ambiente ideal é ter uma área isolada do restante da produção, provida de exaustão adequada para eliminar os vapores das colas.

Preparação

Prepare bem a área que será colada – as bordas devem ser limpas após o corte. Bordas queimadas ou lascadas deve ser o resultado do uso de lâmina sem fio durante o processo de corte com serra. O contato entre a borda lascada ou queimada e a cola deve causar o aparecimento de “crazing” ou finos traços esbranquiçados no interior da chapa. Finalize ou retoque todas as bordas ásperas com plainas, fresas ou algum equipamento que elimine as ranhuras e consiga um bom acabamento. Se não for possível o acabamento final com estes equipamentos, certifique-se de utilizar uma serra limpa, com fio suave e que não danifique ou queime as bordas das chapas.

As bordas que serão coladas não devem ser polidas, pois o processo de polimento além de impregnar ceras no material, provoca abaulamentos nas bordas das chapas e os resultados são uniões fracas, quebradiças e de má aparência.

Bordas polidas com chama geralmente provocam fissuras finas ou “crazing” quando em contato com as colas. As fissuras também podem aparecer caso as forças internas de fabricação sejam altas. Para eliminar estas tensões, aqueça o pedaço da chapa a ser colada em torno de 80°C. O tempo de aquecimento e resfriamento, em horas, pode ser correspondente à espessura da chapa em milímetros, até a espessura de 6,0 mm. Por exemplo, para eliminar as tensões de uma chapa de 3,0 mm de espessura, deve ser aquecida por três horas, e então resfriada gradualmente em outras três adicionais.

Para chapas finas, o tempo de aquecimento deve ser pelo menos duas horas. Não é necessário aquecer chapas por mais de seis horas. Observe que cada hora de aquecimento necessita do mesmo tempo para resfriamento.

Colagem por capilaridade

Como colar acrílico

A colagem por capilaridade é o método mais comum para união de chapas acrílicas, obtendo uniões resistentes e transparentes. Trata-se de um método fácil de ser utilizado, pois a cola, a base de solvente de baixa viscosidade, escorre entre os espaços e ocupa os interstícios pela ação da capilaridade (figura 1).

Antes de começar o processo, confirme se as partes a serem coladas se encaixam adequadamente e então utilize fitas adesivas ou gabaritos para afixá-las no local que devem se unir, mantendo-as no esquadro ou ângulo desejado.

Quando se cola chapas acrílicas por capilaridade, mantenha o local da união em um plano horizontal. Para peças muito grandes, o escoamento da cola a base de solvente pode ser melhorado com a ampliação do espaçamento entre as duas bordas, utilizando-se calços (fios ou arames finos – não use fios de cobre). Use fios de 0,15 mm para chapas de até 6,0mm de espessura ou de 0,3 mm para chapas mais grossas. Insira arames finos ou fios de náilon a cada 600 mm para colagem de bordas extensas (fig. 2).

Deixe a cola penetrar entre as bordas por 45 a 60 segundos, para chapas com espessuras menores que 6,0 mm antes de remover os calços. As chapas com espessuras mais grossas exigem mais tempo. Após remover os calços aplique uma pequena pressão, entre 50 a 100 g/cm² durante três minutos até a união se fixar.

Caso a cola não tenha escorrido completamente entre os espaços, incline levemente a peça para posição vertical em torno de 1° em direção ao lado externo. Este procedimento deve ajudar o solvente a escoar livremente para os espaços vazios da união, retornando-se posteriormente a peça de volta à posição horizontal.

Embora a colagem ocorra em segundos, deve-se aguardar cerca de três horas antes de dar prosseguimento aos demais processos. A alta resistência da colagem é alcançada no período de 24 a 48 horas, entretanto, a força de união da colagem continuará se desenvolvendo ainda por algumas semanas.

Como colar acrílico

Colagem por imersão ou absorção

Como colar acrílico

Despeje uma quantidade moderada de cola a base de solvente dentro de uma bandeja ou sobre uma lâmina plana de vidro. Mantenha somente a borda de uma das partes a ser unida na superfície do solvente, evitando molhar suas laterais. Isto é conseguido espalhando-se alguns clips metálicos ou pregos sem cabeça no fundo da bandeja (ou sobre o vidro) onde o acrílico deve ser apoiado. A exposição excessiva da borda ao solvente resultará em uma colagem lenta, com fixação irregular da união (fig. 3).

Chapas finas devem permanecer imersas no solvente por 20 segundos, enquanto que as mais grossas devem ficar mergulhadas por 30 a 40 segundos. O tempo de permanência deve variar para diferentes tipos de solventes e para distintas forças de colagem exigidas. Chapas extrusadas exigirão metade do tempo de permanência usadas para chapas “cast”.

Retire a chapa e segure-a em um ângulo bem leve que possibilite o escoamento do excesso de solvente. Com cuidado, porém, com certa rapidez, coloque a borda impregnada de cola no local preciso onde deverá ocorrer a união. Segure as partes unidas por 30 segundos, sem pressioná-las, permitindo que o solvente trabalhe na superfície da peça que não foi banhada com a cola.

Depois de 30 segundos aplique uma leve pressão para comprimir as bolhas de ar, pois pressão excessiva deverá expulsar a cola do local da união. Quando as partes estiverem unidas, coloque um gabarito ou um peso para que o contato se mantenha firme durante 10 a 30 minutos. Não permita que as partes se movam durante este período crítico.

A colagem inicial se forma entre 5 a 10 segundos, no entanto, aguarde cerca de três horas antes de dar prosseguimento aos demais processos. A alta resistência da colagem é alcançada no período de 24 a 48 horas, entretanto, a força de união da colagem continuará se desenvolvendo ainda por algumas semanas.

Colagem com cola viscosa

Como colar acrílico

Existem dois tipos de colas viscosas: as que secam por evaporação do solvente e as que polimerizam na junta.
Para colagem de uniões de difícil ajuste ou bordas que não se encaixam adequadamente, use cola viscosa para unir partes que não podem ser coladas pelos métodos de capilaridade ou absorção. A cola viscosa é grossa e consegue preencher pequenos espaços vazios, tornando as uniões fortes e transparentes, realizando colagens que as colas finas não conseguem.

Remova a sujeira em volta da área a ser colada e cuidadosamente aplique uma pequena quantidade de cola viscosa em um dos lados da união utilizando uma espátula, um pincel ou um aplicador de cola. Ainda com cuidado, junte as partes como no processo de colagem por absorção.

Fitas adesivas resistentes a solventes, como a fita #685 da 3M, pode ser usada para proteger a área em volta da união. Remova a fita cuidadosamente pouco antes da cola secar. Não toque na peça durante os estágios iniciais, pois a união não se consolidará neste período crítico da colagem.

Colas Polimerizáveis

São colas que causam a adesão através de uma reação química de polimerização de dois componentes – cola e catalisador – Cola Viscosa para Acrílico.

As colas polimerizáveis são as que produzem os melhores resultados com uniões excepcionalmente fortes, acabamento perfeito e que garantem longa durabilidade aos produtos colados.

Outros adesivos de dois componentes, como as resinas epóxi, resinas fenólicas e isocianatos (poliuretano) são mais adequados para colar chapas acrílicas com outros materiais.

Equipamentos e materiais necessários para colar acrílico

Para o processo de colagem de chapas acrílicas é necessária uma base de trabalho plana, além de forte ventilação ou remoção de vapor, pois os vapores dos solventes são mais pesados que o ar. Também se deve cobrir a área de trabalho com vidro ou com filme de polietileno ou polipropileno, visando proteger a mesa de trabalho e as áreas de colagem que não devem entrar em contato com a cola. O método mais fácil para se utilizar cola polimerizável para unir duas partes em acrílico, se faz através de uma pistola especialmente preparada para esta finalidade. Estes dispositivos devem misturar automaticamente os dois componentes da cola, de carga substituível, e permitir relativamente fácil aplicação através da ponta do aplicador.

Quando não se utiliza pistola de aplicação, então deve ser empregada uma balança ou provetas, um recipiente para mistura e uma almotolia para cola. A balança deve possuir precisão de um grama para avaliação do peso dos adesivos. Escolha um recipiente redondo, de vidro ou polietileno – desde que seja insolúvel, para a mistura dos componentes da cola. Para agitar uma pequena quantidade de cola, use uma haste de vidro ou polietileno.

Gabaritos de montagem e grampos fixadores são usados constantemente como assessórios de colagem para produção em série. As partes que serão coladas podem ser presas com clips, grampos, pesos e fitas adesivas. Manchas excedentes de cola nas peças podem ser evitadas usando a fita especial #685 da 3M ou similares com “liner” de poliéster ou polipropileno.

Como colar acrílico

Colagem face a face

A colagem face a face pode ser realizada em áreas horizontais ou verticais. Chapas finas ou grossas podem ser coladas horizontalmente, contudo, blocos ou tarugos também podem ser colados verticalmente.

Para a colagem horizontal, a cola não deve conter bolhas e deve ser depositada sobre a superfície da chapa a aproximadamente 1/3 de distância das bordas (fig.4). As bordas de um dos lados das chapas podem ser unidas com uma fita adesiva (formando uma “dobradiça”). Comece a unir as chapas a partir da “dobradiça”, abaixando progressivamente a chapa superior de maneira a distribuir a cola uniformemente entre as chapas. Com isto eventuais bolhas serão expulsas para fora da colagem (fig. 5).

Como colar acrílico

Chapas grossas ou tarugos devem manter entre si um vão de aproximadamente 1,2 mm, com uso de espaçadores como fios de náilon, por exemplo.

Caso as bolhas se formem enquanto a cola é aplicada, devem ser extraídas com arames finos com a cola ainda úmida. As bolhas presentes em grandes áreas de colagem podem ser eliminadas perfurando-as também com um arame fino e removidas rapidamente para fora da massa do adesivo. Deixa-se uma abertura de aproximadamente 2,0 mm no topo da colagem por onde será envasada a cola para dentro do vão.

A colagem vertical tem várias vantagens – uma delas é que o processo pode ser realizado mesmo a cola apresentando pequenas bolhas.

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Colagem de topo

Para criar uniões de topo, fixe as placas em uma base plana, deixando um vão de pelo menos 0,8 mm entre elas. Vede a parte de baixo cobrindo a abertura com uma fita adesiva sem adesivo na parte central ou com a fita invertida, evitando o contato do adesivo da fita com a cola acrílica (fig. 6). Aplique a cola na junta despejando-a pela abertura maior do vão, lenta e continuamente, evitando assim a formação de bolhas.
A forma do vão da colagem depende basicamente da espessura das placas que serão coladas de topo. União de topo em V, com ângulo de abertura de 5 a 10° possibilitam maior resistência, para chapas finas – até 6,0 mm. Para chapas de 8,0 mm ou mais, recomenda-se ângulos menores.

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A contração da cola durante a polimerização é de cerca de 15 a 20% em volume. Forma-se uma superfície côncava (menisco) na face da colagem quando seca. Para compensar esta contração, deve-se usar um pequeno excesso de cola no início da aplicação.
Pode-se usar uma barragem com folha de alumínio fino ou fita adesiva larga.

Em alguns casos, com chapas muito grossas, será necessário um preenchimento posterior com nova preparação de cola (fig. 7).

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Colagem de Acrílico em ângulos

As uniões devem ser elaboradas utilizando-se gabaritos adequados para garantir que as partes se fixem nos ângulos desejados durante a colagem e a secagem. Quando se projeta uniões em ângulo, é difícil conseguir folgas ou espaços uniformes para a colagem, especialmente quando as uniões são longas e em chapas finas.

Bordas esquadrejadas e regulares são adequadas para serem unidas com colas polimerizáveis, pois permite que a borda de uma das chapas seja chanfrada e posicionada diretamente na superfície superior da outra chapa (fig. 8).

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Para produzir uma união firme e resistente, deve-se deixar um pedaço da chapa de baixo de sobra em relação à borda da peça vertical visando escorar o preenchimento do excesso da cola (fig. 9). Depois da secagem, o excesso pode ser cortado e eliminado e a união lixada e polida (figuras 10 e 11).

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Acabamento das uniões

colagem12aA quantidade de cola usada na união deve ser a necessária e suficiente de forma a reduzir ao mínimo os trabalhos posteriores de acabamento, como usinagem e polimento.

As superfícies podem ser acabadas com lixas d’água fina ou lã de aço, para então serem polidas, visando produzir uniões com alta qualidade ótica.

Recomenda-se realizar o destencionamento ou “annealing” das chapas para eliminar as tensões da colagem. O excesso de borda mais cola endurecida devem ser removidos utilizando-se uma fresa bem afiada com ponta de metal duro (widea).

 

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Assista aos Vídeos sobre como colar acrílico a seguir

A Colagem de Chapas Acrílicas – Debate no 11º Fórum Acrílico

16ª edição, o Fórum AcrílicoO acrílico contra a crise, promovido pelo INDAC – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico – mais uma vez foi um sucesso! Foram mais de 85 participantes que puderam compartilhar de ideias  do uso do acrílico em comunicação visual para enfrentar a crise nos negócios em nosso país. Foram palestras com profissionais com experiência no mercado, ricas em conhecimento. Durante as palestras ocorreram debates entre os palestrantes e participantes, enriquecendo a troca de ideias em busca de soluções que valorizam as empresas de comunicação visual.

O evento aconteceu dia 23 de julho de 2015, das 10 às 13 hs, no Espaço do Conhecimento, dentro do Pavilhão Anhembi, durante a feira Serigrafia Sign FutureTextil 2015.

Palestras

  • Saia da crise e valorize sua comunicação visual com acrílico – Orlando Vian (Indac)
  • As chapas de acrílico que não desbotam e não perdem o vinco – Felisberto Travassos (Castcril)
  • Como diferenciar seus produtos com acrílicos especiais e colas adequadas – Eduardo Fiasco (Sinteglas)
  • Excepcional difusão de luz pelas superfícies das chapas acrílicas com gravação a laser – Giovani Angeloni (Sei Laser)
  • Chapa PMMA Extrudada e Cast: características, desempenho e aplicações – Humberto Polli (Unigel Plásticos)
  • O acrílico no dia-a-dia – Eugênio Peres (Casa do Acrílico)

Veja as fotos do evento

Fórum Acrílico 2015 
Fórum Acrílico 2015
Fórum Acrílico 2015 Fórum Acrílico 2015

 

 

 

 

Armazenagem de Chapas Acrílicas e Lay Out da Oficina

Armazenagem e Preparação

As chapas acrílicas devem ser estocadas embaladas com o filme protetor original, apoiadas pelas bordas em cavaletes com base ligeiramente inclinada. Esta armazenagem proporciona apoio adequado e evita danos durante a retirada.

Empilhamento horizontal não é recomendável pois dificulta a retirada e, dependendo das partículas entre chapas, pode danificar as superfícies. Muito importante também é evitar a formação de “barrigas” que provoquem empenamento acentuado.

O filme protetor impede danos à superfície das chapas durante o manuseio e transporte. Deve ser mantido o maior tempo possível, inclusive no corte e lixamento, protegendo contra riscos. O filme deve ser previamente retirado somente nas operações que exijam pré-aquecimento da chapa.

O arranjo físico e os equipamentos da oficina dependerão do tipo e volume de trabalho a ser realizado. Ao elaborar o arranjo físico, será importante ter em mente o seqüencial normal de operações: serrar, furar, lixar e polir. A forma ideal, é que cada operação deverá ser separadas da outras com divisórias ou ambientes, para não haver propagação dos fragmentos, cavacos e poeira.

Lay Out da Oficina para o trabalho com Acrílico

O equipamento deve ser instalado de modo a permitir fácil acesso de todos os lados, facilitando a limpeza e remoção dos fragmentos do material trabalhado. Sempre que possível, deverá ser instalado em cada máquina um equipamento adequado para a aspiração do pó.

Os principais equipamentos/ferramentas e dispositivos utilizados para trabalhos com chapas de acrílico são:

  • Serras circulares (para cortes retos) e serras de fita (para cortes curvos)
  • Furadeira de bancada e furadeira manual
  • Tupia, Fresadora e Torno
  • Lixadeira e Desempenadeira
  • Politriz
  • Pantógrafo
  • Máquina de Corte e Gravação a Laser
  • Fresa CNC – “Router”
  • Dobradeira
  • Forno ou estufa
  • Morsa e Grampos tipo sargento