FAQ

Veja nesta página algumas das perguntas mais frequentes e relevantes recebidas pelo Indac.

As coberturas em Acrílico amarelam com o Sol?

Pergunta: Márcia P. Silva

Resposta:

Olá Márcia.

O Policarbonato e outros plásticos ficam visivelmente amarelados com o tempo. Chapas acrílicas não. Mesmo depois de 30 anos, o índice de amarelecimento (YI) para chapas acrílicas revela-se o mais baixo dentre os plásticos.

 

Como limpar o acrílico? Posso usar solvente?

Pergunta: Robson Luis Fonseca

Resposta:

Olá Robson, vamos começar com uma questão bem importante. Que é o uso dos solventes na limpeza do acrílico.

NÃO, nunca use qualquer tipo de solvente na limpeza de usas peças, pois irá danifica-lás, eliminando a transparência e transformando a área em aspecto esbranquiçado e sem brilho.

PARA LIMPAR O ACRÍLICO USE:

Espanador de pó e, caso necessário, use um pano umedecido ou lave as peças com água e sabão neutro para eliminação de sujeiras.

Quais empresas recolhem e reciclam acrílico no Brasil?

Pergunta: Érica Rodrigues

Resposta:

Empresas recicladoras de acrílico no Brasil:

Uniplex: 18-3652.1079

Itacril: 11-4648.7132

Sheet Cril: 14-3296.8200

São Marcos: 54-3291.1757

Pode-se usar Álcool para Limpar Peças Acrílicas?

Pergunta: Antonio Carlos

Resposta:

A limpeza de peças produzidas com chapas ou resinas acrílicas deve ser feita normalmente com água e sabão. Uma lavagem simples com água e sabão deixa a peça brilhante novamente, retirando manchas, sujeira ou marcas de gordura.

Os solventes, como álcool ou tiner atacam as cadeias ou estruturas moleculares do acrílico, causando seu rompimento. Essas microfissuras, também conhecidas como crazing, se propagam por toda a área atingida pelo solvente, penetrando no interior da parede da peça, eliminando a transparência e transformando a área em aspecto esbranquiçado e sem brilho.

Portanto, limpe sua peça acrílica com água e sabão e cuidado com solventes ou outros produtos de limpeza que contenha álcool em sua composição, como Veja, Vidrex, etc.

Como Eliminar Riscos de Peças de Acrílico?

Pergunta: Lucas Vieira Silva, de Pinhais

Resposta:

Por ser um material belo e delicado, o acrílico exige alguns cuidados que garantem o brilho e a vida útil das peças. Relacionamos abaixo algumas dicas de como conservar o material, restaurar o seu brilho e eliminar riscos. é importante ressaltar que em hipótese alguma se deve utilizar na limpeza esponjas ásperas, muito menos de aço.

É comum as pessoas passarem nas peças um pano já utilizado em outros objetos, porém, isto deve ser evitado porque a poeira agarrada no tecido também risca o acrílico.
Algumas pessoas tratam o acrílico como se fosse um plástico normal, mas ele é como um cristal e exige certos cuidados que garantam sua beleza.

Para conservar as peças acrílicas deve-se evitar substâncias abrasivas como solventes (tiner ou álcool) e sapólio, além de utilizar um espanador de pó e, em seguida, um pano umedecido ou lavar as peças com água e sabão ou detergente neutro.

Para restaurar o brilho ou eliminar pequenos riscos no objeto deve-se usar ceras finas para carros ou para móveis com flanelas ou discos de tecidos adaptados a furadeiras. Esses produtos também conseguem retirar com muito mais facilidade sujeiras, como a graxa e outras substâncias oleosas.

Para eliminar riscos mais profundos sugerimos procurar uma empresa especializada, fabricante de peças acrílicas, que possua os recursos necessários para a realização do polimento industrial.

Caso queira tentar, o primeiro passo é utilizar no local uma fixa fina (n° 180). Em seguida usa-se uma politriz de alta rotação com discos de pano que restauram a transparência do acrílico. O acabamento final é realizado em outra politriz com discos de flanela, que por ser um tecido menos rugoso, dá brilho a peça. Em ambos os casos, uma massa para polimento é aplicada nos discos para ajudar na recuperação das chapas.

Obrigado pela pergunta.

Cuidados básicos com o acrílico (É anti-bactericida? Ideal para acondicionamento de alimentos? Transparência? Durabilidade? Resistência? Comparações com o vidro?)

Pergunta: Douglas Alberto

Resposta:

Por ser um material belo e delicado, o acrílico exige alguns cuidados que garantem o brilho e a vida útil das peças. Relacionamos abaixo algumas dicas de como conservar o material, restaurar o seu brilho e eliminar riscos. é importante ressaltar que em hipótese alguma se deve utilizar na limpeza esponjas ásperas, muito menos de aço.

É comum as pessoas passarem nas peças um pano já utilizado em outros objetos, porém, isto deve ser evitado porque a poeira agarrada no tecido também risca o acrílico.
Algumas pessoas tratam o acrílico como se fosse um plástico normal, mas ele é como um cristal e exige certos cuidados que garantam sua beleza.

Para conservar as peças acrílicas deve-se evitar substâncias abrasivas como solventes (tiner ou álcool) e sapólio, além de utilizar um espanador de pó e, em seguida, um pano umedecido ou lavar as peças com água e sabão ou detergente neutro.

Para restaurar o brilho ou eliminar pequenos riscos no objeto deve-se usar ceras finas para carros ou para móveis com flanelas ou discos de tecidos adaptados a furadeiras. Esses produtos também conseguem retirar com muito mais facilidade sujeiras, como a graxa e outras substâncias oleosas.

Para eliminar riscos mais profundos sugerimos procurar uma empresa especializada, fabricante de peças acrílicas, que possua os recursos necessários para a realização do polimento industrial. Caso queira tentar, o primeiro passo é utilizar no local uma fixa fina (n° 180). Em seguida usa-se uma politriz de alta rotação com discos de pano que restauram a transparência do acrílico. O acabamento final é realizado em outra politriz com discos de flanela, que por ser um tecido menos rugoso, dá brilho a peça. Em ambos os casos, uma massa para polimento é aplicada nos discos para ajudar na recuperação das chapas.

As chapas de acrílico se destacam entre outros materiais graças às suas qualidades e propriedades excepcionais, responsáveis pela ampla variedade de aplicações - dos materiais de construção até artigos domésticos, displays, luminosos, fachadas e outros.

Podemos relacionar as seguintes propriedades do acrílico:
• Chapas cristais atingem 92% de transmissão de luz, bem mais transparente que o vidro;
• Absorção de água com 2 a 100% de umidade relativa, apresenta aumento dimensional de no máximo 0,35%;
• Peso específico de 1.19 g&cm³, assim uma chapa de 2 m² e 3 mm de espessura pesa 7,26 kg;
• é atóxico, apresentando higiene e segurança total quando em contato com alimentos;
• Possui resistência química boa aos produtos químicos mais comuns;
• Boa resistência a quebras, sem tendência à fragmentação;
• Durabilidade de cerca de 10 anos resistindo a sol, chuvas, tempestades e todo tipo de intempérie. Apresenta excelente resistência à radiação dos raios ultravioletas;
• Infinitas possibilidades de cores (transparentes, translúcidas e opacas);
• Limitada resistência a solventes, principalmente tiner e álcool;
• Baixa resistência à fadiga;
• Inflamável, porém com baixa emissão de fumaça quando queimado. A queima é semelhante à madeira dura, mas sem produzir fumaça;
• Baixa resistência à abrasão, comparável à do alumínio, porém quando riscado é plenamente recuperado por polimento;

Comparações do Acrílico com o Vidro:
• O acrílico tem menor resistência à tração e menor rigidez que o vidro.
• Em aplicações como vidraças, as chapas acrílicas necessitam de espessura 1,5 a 2,5 vezes maior que o vidro para manter a mesma rigidez.
• Possui boa resistência ao impacto, e na quebra a chapa acrílica não estilhaça como o vidro. O acrílico quebra em pedaços não cortantes e é um material sensível ao entalhe.
• Uma chapa acrílica tem a metade do peso de uma chapa de vidro de mesmo tamanho e espessura.
• Revela melhor resistência a choques térmicos que o vidro;
• Chapas acrílicas podem contrair ou expandir devido a mudanças de temperatura e umidade

Propriedades Químicas do Acrílico:

Boa resistência química a:
•ácidos diluídos (ex: vinagre)
•Soluções de bases inorgânicas
(ex: amônia, água sanitária)
•Solventes orgânicos apolares
(ex: hexano, aguarrás, querosene)
•Bebidas alcoólicas (Ex. cerveja, vinho, uísque, aguardentes, etc.)
•Xaropes alimentícios e farmacêuticos
•óleos vegetais

Baixa resistência química a:
•Solventes aromáticos (ex: benzeno, tolueno)
•Hidrocarbonetos clorados (ex: CCl4)
•ácidos orgânicos (ex: ácido acético)
•ésteres, cetonas
•Graxas e óleos
•Alcoóis e Tiner (diluente de tintas)
•Soda cáustica

As chapas acrílicas são anti-bactericida?

As chapas acrílicas são anti-bactericida, pois não possuem agentes ou aditivos que destroem bactérias. Trata-se de produto inerte, ou seja, não provoca reações em bactérias. No caso de incubadoras de recém-nascidos, por exemplo, a limpeza das chapas acrílicas deve ser feita anteriormente a cada uso, utilizando-se somente água e sabão neutro.

 

Processos produtivos de móveis (como fuciona e se pode ser reciclado?)

Pergunta: Érica Rodrigues

Resposta:

Chapas acrílicas são fáceis de trabalhar, principalmente na fabricação de móveis, pois se utiliza equipamentos convencionais de marcenaria. No entanto, requerem ferramentas específicas para sua operação, de modo a permitir um melhor aproveitamento de corte e acabamento das peças. Em geral, as serras circulares e de fita são as mais utilizadas para o corte das chapas acrílicas. As circulares são as preferidas para se fazer cortes retos e as de fita para cortes em linhas curvas. A potência e velocidade das máquinas variam conforme a espessura e o tipo das chapas a serem cortadas.

Já no caso das brocas usadas para furação, elas também devem ter uma afiação especial, além de ser mais pontudas do que o normal, de forma a evitar que a chapa se quebre ao ser perfurada. A melhor rotação da broca, taxa de alimentação e pressão aplicada, dependerá do tamanho do furo e da espessura da chapa.
Outra opção utilizada para o corte das chapas de acrílico é o processo de corte a laser, que permite a confecção de peças com qualquer tipo de formato, com alta precisão e conforme a necessidade do cliente. Em uma rápida definição, pode-se dizer que o laser é um dispositivo que produz um fluxo definido de luz com qualidades excepcionais de intensidade e direção. Os lasers emitem ondas de luz que expõem o material ao intenso calor gerado pela concentração do raio, vaporizando o material no ponto focalizado.
O corte a laser também tem outras vantagens para chapas acrílicas, como a eliminação da necessidade de acabamentos posteriores, como lixamento e polimento, além do melhor aproveitamento da matéria-prima, com conseqüente redução de custos e aumento da capacidade de produção.

Em alguns casos, conforme o móvel a ser fabricado, também será necessário que as chapas acrílicas passem pode um processo de lixamento e polimento visando ressaltar o brilho e a beleza de suas bordas.
As chapas acrílicas quando aquecidas à temperatura e tempo adequados podem ser dobradas e moldadas. Ao resfriarem recuperam sua rigidez e conservam o formato aplicado. Os custos de equipamentos e moldes são relativamente baixos, podendo ser obtidas formas bi ou tridimensionais através de uma ampla variedade de processos.

As chapas acrílicas também podem ser coladas e para tal operação existem três opções. A mais utilizada é a cola a base de solvente, ou cola rápida. é uma cola fluída, indicada para a maioria das colagens convencionais de acrílico com acrílico e para montagens de peças leves e acessórios decorativos em geral. As chapas não devem ser polidas antes da colagem e as superfícies devem estar absolutamente lisas, planas, limpas e desengorduradas.

A segunda opção é uma cola viscosa, cristalina e de uso geral. Age dissolvendo o acrílico, depositando polímero nas juntas e tem uma consistência adequada à maioria das aplicações.
O terceiro tipo de cola é a mais eficaz e resistente para as chapas cast ou extrusadas. Trata-se de uma cola líquida de alta viscosidade, preparada pela mistura de dois componentes no momento de usá-la: cola e catalisador, sendo seu constituinte principal o próprio MMA - matéria prima do acrílico.
As chapas acrílicas devem ser acondicionadas em sua embalagem original com a película protetora, mantidas em lugar seco, em posição levemente inclinada em relação a vertical (10°), longe do sol, do calor e de produtos químicos. Não devem ser utilizados ganchos ou objetos pontudos durante transporte ou manuseio.

A limpeza do acrílico é extremamente fácil e econômica, devendo-se usar somente água e sabão ou detergentes neutros, aplicados com flanela ou panos bem macios. Em caso de riscos, encardidos e manchas superficiais, a remoção dos mesmos é bastante simples. é só aplicar polidor doméstico para metais, esfregando-se o produto sobre a área afetada e utilizando uma flanela seca e limpa, com intensidade suficiente até a remoção do defeito. Finalize a operação com uma segunda flanela para a remoção do excesso do polidor.

As chapas e resinas acrílicas podem ser recicladas como qualquer outro plástico. No Brasil recicla-se em torno de 15% da produção anual, sendo tais produtos destinados principalmente para fabricação de peças para uso interno e sem necessidade de resistência mecânica ou ótica.

 

Artigos e literatura sobre o Acrílico (produção de chapas acrílicas para câmaras isobáricas)

Pergunta:

Sou estudante da Universidade de Mogi das Cruzes, e faço iniciação cientifica com um projeto pela Fapesp e associado a uma empresa para produção de chapas acrílicas para câmaras isobáricas. Temos dificuldade de encontrar literaturas (livros e publicações) sobre o assunto. Gostaria de saber se o Indac poderia nos passar artigos ou outros meios de literaturas com mais informações sobre o acrílico.

Rita de Cássia S.s da Costa

Resposta:

Pode-se citar que os termoplásticos acrílicos (PMMA) são obtidos da polimerização dos ésteres acrílicos, gerando materiais como as chapas fundidas ou “cast”, chapas extrusadas, tubos, tarugos, filmes e grânulos para moldagem por injeção ou extrusão.

As chapas fundidas são produzidas com ampla variedade de tamanhos e espessuras, sendo as maiores disponíveis em 3x 2 metros, e espessuras variando entre 1 a 24 mm.
As chapas “cast”, fundidas entre placas de vidro, possuem excelentes propriedades óticas e acabamentos das superfícies, além de serem oferecidas em uma grande variedade de cores e composições. As chapas acrílicas fundidas são fornecidas com formulações básicas para uso geral e com propriedades de absorção de raios ultravioleta, espelhadas e com características de alta termoformabilidade.
Todas as chapas acrílicas fundidas são fortes, estáveis, resistentes às condições do tempo e termoformáveis; disponíveis nas opções transparentes, translúcidas e em cores opacas, combinando com uma variedade de texturas superficiais.
As chapas extrusadas são produzidas pela compressão dos grânulos acrílicos através de uma rosca de extrusão convencional. O acrílico é fundido e empurrado através de uma matriz em um processo contínuo, possibilitando uma variedade de larguras e comprimentos.
O processo de extrusão é a opção mais econômica para a produção de chapas acrílicas. A chapa extrusada é a alternativa de menor custo dentre as outras opções, entretanto, linhas de fluxo e distorções podem ocorrer. São utilizadas quando a qualidade é boa o suficiente e a economia do projeto é quem dita as regras.

Adiciona-se pigmentos ao monômero visando produzir um amplo espectro de cores transparentes, translúcidas ou opacas. A maior parte das cores é formulada para possibilitar longo tempo de durabilidade à exposição externa. Formulações especiais de chapas acrílicas também estão disponíveis para moldagens profundas de componentes como banheiras e
cabines de banho.
As propriedades mecânicas do acrílico são elevadas e altas tensões conseguem ser suportadas com segurança por curtos períodos. Entretanto, para esforços mais prolongados as forças de tensão devem ser limitadas a 1.500 psi, visando evitar «crazing» ou rachaduras na superfície.

Vale a pena citar que o setor de acrílico é pouco explorado por literaturas específicas. Outra opção para informações técnicas é utilizar os trabalhos científicos desenvolvidos por escolas especializadas em materiais plásticos, como é o caso da Universidade Federal de São Carlos — UFSCar— em seu Departamento de Engenharia de Materiais - DEMA.

Estufas para modelagem de acrílicos (tamanho, tipo de energia, tipo de ventilação, tipo de estrutura, tipo de modelo)

Pergunta: Aldo Marzolla

Resposta: 

Os fornos para aquecimento de chapas acrílicas devem apresentar temperaturas uniformes e constantes e ventilação forçada de ar. Estes fornos consistem de recipientes externo e interno, separados por um espaço contendo isolação de fibra de vidro ou lã de rocha. No recipiente interno os fornos devem ter aquecedores com controle termo-estático, em condições de operarem entre 60 a 190°C, com variação de até 5°C; apresentando velocidade do ar através das chapas entre 1 a 5 m/s. Ventiladores também dever ser utilizados para assegurarem a distribuição de calor.

Certifique-se que as temperaturas no interior do forno mantenham-se uniformes e que as armações exerçam pressões constantes e adequadas em todos os lados da chapa quando estiver aquecida.
Aquecedores horizontais infravermelhos (de cerâmica, por exemplo) são mais rápidos
e conseqüentemente de menor custo de mão de obra que os fornos de ar quente.
Os fornos horizontais são mais flexíveis, pois os aquecedores, as chapas e as armações de apoio podem ser removidos.

As dimensões do forno dependerão do tamanho da chapa que deve ser aquecida. Recomenda-se dimensioná-lo de acordo com o maior tamanho de chapa que poderá ser aquecida.

Colagem com Acrílico (formação, técnicas tipo de cola e outros)

Pergunta:

Trabalho com acrílico há mais de cinco anos mais até agora não consigo fazer uma boa colagem. Gostaria de saber se vocês poderiam me ajudar através de apostila ou curso para que eu possa me tornar um ótimo colador.

Edson Santos de Jesus

Resposta:

Sugerimos o curso sobre Artesanato em Acrílico na Escola Senai Mario Amato, de São Bernardo do Campo / SP. O curso é composto de etapas teóricas e práticas de oficina, colaborando no aprendizado das técnicas de trabalho com chapas acrílicas. Escola Senai Mario Amato, tel.: 11-4109.9499, se preferir entre em contato por e-mail:senaimarioamato@sp.senai.br

De qualquer maneira, podemos mencionar que as chapas acrílicas podem ser coladas entre si usando colas apropriadas, obtendo-se uniões fortes e transparentes. A duração, aparência e força da união dependem da eliminação de esforços internos, da preparação do material na forma adequada e da escolha da cola mais indicada. Há um tipo de cola apropriada para cada aplicação em particular. As técnicas de aplicação das colas são muito importantes para obtenção de um bom resultado.
é importante atenção com cuidados e segurança, pois toda a cola contém solventes orgânicos e, portanto trata-se de produto tóxico. A cola para acrílico deve ser manuseada em local arejado (de preferência em capelas com exaustão de vapores), com uso de luvas, óculos e máscaras. Se for inalada, pode causar náuseas, tontura, e convulsões, afetando o sistema nervoso central e o sistema cardiorrespiratório. Evite o contato com a pele e mantenha o frasco com o produto longe de crianças e pessoas não habilitadas.

Para boa aderência da cola, as superfícies do acrílico devem estar isentas de gordura ou de adesivos dos filmes de proteção. Deve-se efetuar uma limpeza usando éter ou aguarrás.
Se o corte feito com serra apresentar imperfeições, deve ser lixado até atingir esquadramento correto, eliminando-se os «serrilhados» e ondulações. Nunca se devem polir as superfícies a serem coladas, pois a cola não teria boa aderência e as áreas de contato seriam reduzidas pelo arredondamento das bordas.

Existem basicamente dois tipos de colas para trabalho com Acrílico:
• Colas a base de solvente
• Colas acrílica com catalisador

A utilização correta da cola à base de solventes é uma das peculiaridades do processo. A cola à base de solventes, ou cola rápida, exige do aplicador alguns conhecimentos mínimos para oferecer maior rendimento. Com o objetivo de facilitar a compreensão de seus segredos, e assim evitar bolhas e o “embranqueci mento” das peças após uma colagem mal realizada, é importante que o aplicador esteja atento para detalhes fundamentais no processo de colagem. Em primeiro lugar, as superfícies a serem coladas devem estar absolutamente lisas, planas, limpas e desengorduradas, para que haja uma aderência perfeita entre elas, o que pode ser obtido com uma usinagem feita por torno, tupia, desempenadeira ou fresa. As partes que estarão em contato devem ser limpas com tecido umedecido em álcool, éter ou aguarrás. Recomenda-se, também, a retirada de pequenas sobras dos filmes de proteção que acompanham as chapas e podem ser um empecilho para uma boa colagem. As chapas não devem ser polidas antes da colagem. Por apresentar secagem rápida, não é aconselhável para peças que ficarão expostas às intempéries ou para usos industriais, ou mesmo para peças que podem ser submetidas a esforços mecânicos.

Para realizar uma colagem com ângulo de 90 graus, utiliza-se a ajuda de fitas adesivas, grampos ou qualquer outro recurso para fixar o posicionamento das partes, e aplica-se a cola com o auxílio de uma seringa ou uma bisnaga, adaptadas ao bico aplicador. Se junta uma parte da peça contra a outra, firmemente com grampos ou pesos e aplica-se a cola solvente, com seringa hipodérmica e agulha ao longo do interstício deixado pelas superfícies a colar, permitindo que a cola penetre por capilaridade nas áreas determinadas, que em função da baixa viscosidade da cola fluirá em todas as arestas de contato. Deve-se ter cuidados para evitar que a cola escorra pelas arestas onde não se deseje a união. Cola em demasia pode arruinar as zonas adjacentes e se for escassa as uniões ficarão frágeis.
Deve-se aguardar uma hora antes de qualquer manuseio, e até doze horas antes das demais operações de acabamento. A cola a base de solvente age dissolvendo a superfície da chapa acrílica, permitindo a fusão das faces a serem coladas, seguida da evaporação do solvente.

A cola acrílica com catalisador é um produto de alta transparência e bastante cristalino, apresentando alta viscosidade e deve ser preparada com o auxílio de um componente catalisador. A cola acrílica com catalisador garante elevada resistência mecânica à junta colada, permitindo trabalhos resistentes à pressão e esforços mecânicos, oferecendo, ainda, grande resistência às intempéries. é a única cola que permite obter juntas quase invisíveis e com resistência próxima à do próprio acrílico.
Para conseguir o efeito desejado, misture a cola com o catalisador na proporção de 25:1 (ex: 25 ml de cola para um ml de catalisador). Homogeneizar por 1 minuto em recipiente bem limpo, de vidro ou polietileno. Completada a mistura, espere até as bolhas subirem para a superfície da cola e transfira o produto sem bolhas para uma bisnaga flexível, ou seringa plástica. Após ser preparada, a cola deve ser utilizada em até 20 minutos, pois sua viscosidade aumenta progressivamente, dificultando a aplicação.
As superfícies a serem coladas devem estar limpas e desengorduradas. Proteja as áreas próximas à região a ser colada com fitas adesivas ou filmes plásticos.

Aplique a cola em uma das partes e mantenha a peça posicionada em gabaritos. Mantenha o objeto pressionado por até 60 minutos, até o endurecimento da cola. A usinagem do material colado deve ser realizada apenas depois de um intervalo de 24 horas. Cuidado com alguns materiais que amarelam a cola e retardam seu endurecimento como borrachas, madeiras, álcool ou a parte colante das fitas adesivas.

Não é necessário polir as partes a serem coladas. Não utilize a cola em temperatura ambiente inferior a 20° C, pois ela deve ser utilizada entre 20° C e 25° C (é possível aquecê-la em banho-maria). Caso a cola demore mais de 60 minutos para endurecer, descarte o catalisador, que deve ser conservado em ambiente refrigerado com até 10° C. Por ser inflamável, o produto deve ser mantido longe do fogo. Em caso de acidente, use pó químico seco para apagar. Armazene o produto longe de crianças e pessoas não-habilitadas.
Procure trabalhar em ambientes refrigerados ou em capela com exaustão de vapores. Use máscaras, óculos e luvas na hora do manuseio.

As colas usadas para chapas estrusadas são à base de solvente e também agem dissolvendo a superfície da chapa acrílica, permitindo a fusão das faces a serem coladas, seguida da evaporação do solvente. Possui secagem rápida, devendo ser aplicada por meio de seringa hipodérmica de plástico. Juntam-se previamente as partes a serem coladas, despejando-se a cola por meio da seringa na região da junta.

As colas são encontradas no mercado especializado para materiais acrílicos, sobre diversas especificações de acordo com a utilização.

Também podemos citar outras técnicas de colagem para Acrílico, como:
• Adesivos com aplicação em aerossol
• Adesivos em fitas de dupla face transparentes ou opacas
• Pistola de ar quente, ajustadas eletronicamente, quanto à temperatura e velocidade do fluxo de ar.
• Para trabalhos muito especiais utiliza-se método por ultra-som, com tempos de execução muito curtos.

Para se conhecer ainda mais sobre colagem de chapas acrílicas, consulte o site do Indac.

16 comments

  • Prezado(a),
    Onde encontro fornecedor de chapas acrílicas na Baixada Santista ou atacadistas em SP?

    grato

  • Bom dia ,

    Preciso de algum fornecedor que faça um projeto especial em acrilico e estou com muita dificuldade de encontrar na NET.
    quero uma esfera (bolha gigante) com diâmetro minimo de 2,10, esta esfera deverá ser um material bem resistente pois será um expositor gigante, já vi alguns projetos de arquitetos com esferas gigantes, onde o material (não sei é acrilico ) é fatiado…
    vcs podem me indicar alguem que consiga executar minha ideia?

    • Prezada Gerusa;

      Devido à limitação do tamanho das chapas acrílicas (maior é de 3 x 2 metros) – em todo mundo, o limite para bolha inteira, sem emendas é de cerca de 1.900 mm de diâmetro.
      Caso a bolha possa ter emendas, ou seja, colagem de topo das chapas acrílicas, aí sim a bolha poderia atingir os 2.100 mm de diâmetro.

      Caso a segunda opção seja possível, sugiro procurar pela ICA Acrílicos (copiado neste e-mail) pelo telefone: 11-2291.3779.

      Colocamo-nos à disposição para outras necessidades sobre acrílico.

  • Prezados Senhores,
    Tenho interesse em adquirir chapas acrílicas vazadas para fabricação de “paredes” divisórias com bolhas de ar em água no interior do acrílico. Somente encontrei este produto no exterior (Acrylite Deglas, Plexiglas, e outros). Gostaria de sua ajuda no sentido de esclarecer quem pode fornecer produto similar aqui no Brasil.
    Desde já, grato pela atenção.

    • Prezado Mário – de fato não existe fabricante no país para este tipo particular de chapa acrílica.

      J. Orlando / Indac

  • Existe alguma filial em minas próxima de Uberlândia?
    Existe uma quantidade mínima de compra, se caso tenha quanto é?

    • Olá Diogo

      O Indac é uma associação, sugiro que você acesse o nosso Guia do Acrílico e busque uma empresa que possa lhe atender.

      Obrigado

  • Poderia me passar o contato de quem trabalha com Acrilico bisotada? Gostaria de uma bandeja bisotada!

    • Olá Patricia, segue o nosso contato de um especialista em acrílico bisotado:

      Raphael Acrílicos: 11-98844.0312

      Sds

  • Boa tarde!
    Estou realizando um estudo setorial e gostaria de obter informações do segmento de acrilico no Brasil e no Mundo.
    Vocês possuem alguma informação?
    Obrigado

  • Gostaria de receber uma lista atualizada com todos os associados cadastrados da INDAC, como posso conseguir?

  • Gostaria de prestadores de serviços em corte à laser de chapas de acrílico com espessura de 10 mm, preferencialmente em São Paulo. Grato.

    • Prezado Túlio;

      Sugerimos as seguintes empresas para corte a laser de chapas de acrílico de 10 mm de espessura – todas em SP:
      – Art Cryl: 4188-5570 / 4207-5652 (Taisa)
      – Acrilopes: 2047 0430 (Renato)
      – Menaf: 2412.0081 / 2481.8609

      Colocamo-nos à sua disposição para outras necessidades com acrílico.

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