Pietro Acrílico é uma das fabricantes de chapas acrílicas recicladas mais tradicionais do país, atuando há mais de 40 anos no mercado – e sempre com a mesma razão social.
A matéria prima da Pietro são as sucatas de acrílico que não mais conseguem ser utilizadas pelos transformadores de peças.

Estas montanhas de sucatas são separadas cuidadosamente, visando não misturar acrílico com outros materiais parecidos, como poliestireno ou policarbonato.
Depois da minuciosa etapa de separação, as sucatas de chapas acrílicas são aquecidas até sua fundição em fornos de alta temperatura. Com a queima da sucata, os vapores desta fundição são condensados formando um novamente o MMA (metacrilato de metila) ou a matéria prima do acrílico – agora com impurezas do processo de reciclagem.

Reciclagem do Acrílico

Este monômero reciclado será novamente fundido entre duas placas de vidro, para seu retorno na forma de chapas acrílicas de cores, tamanhos e espessuras variadas.
Evidente que as chapas acrílicas recicladas são utilizadas em funções próprias, não podendo serem utilizadas em comunicação visual externa, por exemplo. No entanto, existem inúmeras aplicações, principalmente internas, onde as chapas da Pietro Acrílico são perfeitamente adequadas.

Banner porta-folhetos produzido com chapas acrílicas recicladas.

A empresa está estabelecida a Rua São Jorge, 350 – bairro Santo Antônio – bem no Centro de São Caetano do Sul / SP.
O telefone para contato é (11) 4226-0929.

Alívio de Tensões

O tratamento para “distencionar” o acrílico cast e extrusado é importante antes e depois do processo de transformação, visando eliminar as fissuras ou crazing que aparecem. De acordo com o engenheiro Fábio Fiasco, proprietário da Sinteglas, especializada em colas, todas as chapas acrílicas, inclusive as extrusadas a partir da resina de PMMA, com diferentes graus de intensidade, carregam tensões internas ou residuais resultantes dos efeitos térmicos de seus processos de fabricação. Para aliviar as tensões do acrílico são empregados dois processos distintos:

Normalização (normalizing)

Processo de tratamento térmico utilizado para chapas ANTES de serem transformadas (usinagem, moldagem ou colagem). Neste procedimento, as chapas (como fabricadas) são aquecidas uniformemente a uma temperatura acima de seu ponto de transição (entre 138 a 140°C) até que se garanta o completo relaxamento das tensões existentes. Depois, se dá o resfriamento lento até a temperatura ambiente em uma proporção que evite a reintrodução de tensões. Nas aplicações mais críticas exige-se a normalização independente da intensidade das tensões internas presentes no material.

Recozimento (annealing)

Processo de tratamento térmico utilizado para aliviar as tensões APÓS o material sofrer qualquer transformação (usinagem, moldagem ou colagem). Para o uso comum das chapas cast, é permitido que o alívio das tensões presentes  no material original, quando esse for de baixa intensidade, seja negligenciado  dispensando o processo de normalização.

No entanto, as tensões térmicas e mecânicas decorrentes da transformação e usinagem do material, principalmente as que precedem a colagem, não podem ser desprezadas, pois são justamente as responsáveis pelas falhas de aparência e resistência. Vale lembrar que, por utilizarem solventes, a colagem e a impressão com tintas atacam a superfície do acrílico evidenciando e intensificando o efeito  crazing. Neste caso, é necessário fazer o  recozimento. Esse tratamento térmico é realizado com temperaturas abaixo da temperatura de transição. São três etapas consecutivas:

  • a) O componente é aquecido lentamente até a faixa de temperatura entre 87ºC e 93ºC.
  • b) Essa temperatura é mantida por um tempo “T” determinado (patamar).
  • c) Depois o material é resfriado lentamente para evitar a reintrodução de tensões ou deformações térmicas.

a) Aquecimento

Carregar a peça na estufa com temperatura ambiente. A temperatura do ar circulando dentro da estufa não deve aumentar mais que 18ºC/hora até atingir a temperatura selecionada (conf. tabela).

Tabela para condições de recozimento de peças moldadas (conformadas por calor):

Alívio de Tensões (distencionamento) de Chapas Acrílicas

c) Resfriamento

O tempo de resfriamento não deve ser menor que o tempo utilizado no patamar, ou assegurar um gradiente de resfriamento de pelo menos 12°C / hora. A temperatura do ar circulante na estufa deve permanecer dentro de uma variação não superior a ± 3ºC da temperatura selecionada na tabela acima.

b) Patamar de temperatura constante

Na prática, o tempo de recozimento (annealing) – “T” em horas, pode ser determinado como sendo igual a espessura da chapa – em mm. Assim, uma chapa de 3,0 mm deve permanecer por 3 horas na temperatura descrita pela tabela a seguir:

Considerações

Para as chapas extrusadas as condições de tempo e temperaturas para operações de alívio são diferentes e devem ser consultadas junto ao fabricante do material.

As operações de alívio de tensões só devem ser realizadas em estufas de circulação de ar com controle preciso e com variações não superiores a ±3ºC para o diferencial de temperatura no espaço entre as prateleiras.

As estufas adequadas devem possuir dutos com trocadores de calor ou resistências blindadas. O ventilador deve ter capacidade de suprimento de ar a uma velocidade de aproximadamente 100m/min. Podem ser estufas elétricas ou a gás e, neste caso, com trocadores de calor para evitar circulação de produtos combustíveis no espaço aquecido.

No Brasil são raríssimos os casos em que são requisitados ou especificados alívio de tensões (recozimento) para produtos fabricados em acrílico. No exterior, entretanto, existem empresas especializadas em executar esse serviço.

Para comprovar a eficácia do tratamento de recozimento utilizam-se placas Polaroid (ou o efeito de luz polarizada) e a conclusão é baseada na experiência prática do avaliador sendo, portanto, um critério sem caráter científico que deve ser amplamente discutido entre fornecedor e cliente.

A Bon Plast, dede 1963, vem concluindo projetos que muitas vezes são um verdadeiro desafio técnico e de criatividade para qualquer transformador de chapas acrílicas.

O know-how da Bon Plast se destaca na produção de peças moldadas por sopro, como bolhas e elipses para comunicação visual externa, que vemos em postos de gasolina, concessionarias de veículos, bancos, drogarias, entre outras aplicações.

Acompanhe dois desses desafios, vencidos pela empresa, enfrentando dificuldades técnicas e exigências de qualidade bastante elevadas:

Garrafa Gigante em Acrílico da Bon Plast
Garrafa Gigante em Acrílico da Bon Plast

Garrafa de vinho em acrílico em tamanho gigante

A Bon Plast foi procurada por uma loja especializada em vinhos no bairro de Moema, em São Paulo, com objetivo de reproduzir uma garrada de vinho com 2,85m de altura em acrílico. Moldar uma garrafa normal em acrílico já é um desafio, imagine faze-la com quase 3 metros!

Para a confecção da peça foi criado um molde da metade exata da garrafa, assim, com a certeza da produção de duas partes com as dimensões corretas, foi produzida a garra a gigante e posteriormente instalada no local, unindo as duas partes.

O resultado do trabalho foi saboreado pelo cliente!

Detalhe da Garrafa Gigante antes de afixada.
Detalhe da Garrafa Gigante antes de afixada.

Comunicação visual da BMW

Não é preciso ser um grande conhecedor de automóveis para relacionar a marca BMW com qualidade e precisão alemãs. Portanto o desafio de criar qualquer peça em acrílico para esta empresa já tiraria noites de sono de muitos acrileiros!

A Bon Plast foi convidada a produzir reproduções em acrílico moldadas da marca BMW com 1,5m de diâmetro, com a referência alemã de qualidade. Todas as peças de comunicação visual das concessionárias da marca no Brasil normalmente vem da Alemanha – não por acaso o país da origem do acrílico.

Sem contar com muito tempo, foram produzidas várias “bolhas” para os estandes da BMW no “Salão do Automóvel” de 2012 e 2014, as quais ficaram completamente similares às peças alemãs.

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Veja mais:

Bon Plast
(14) 3212-8090
www.bonplast.com.br

Moldagem de Chapas Acrílicas por Sopro (Como Moldar Acrílico)

 

“A arte é a auto-expressão lutando para ser absoluta.” – Fernando Pessoa

Os irmãos Bárbara Lopes e Estácio Lopes já completaram três décadas de atividade com acrílico, com a empresa Brascril. Ela comenta que o início foi com a comercialização simples do material, e atualmente dedicam-se aos mais variados usos, com ênfase na arte e diversos objetos decorativos. Entre outros reconhecimentos, tiveram uma classificação, escolha popular, no 3º Prêmio Design em Acrílico, realizado pelo INDAC – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico, de São Paulo, com a Champanheira Pratice.

Pequenos detalhes para decoração: a borboleta laranja. (Foto: Lenara Petenuzzo/especial)
Pequenos detalhes para decoração: a borboleta laranja. (Foto: Lenara Petenuzzo/especial)

Bárbara tem formação em ciências contábeis, posteriormente fez curso de design de arte, e a convivência com o artista Valmor Corrêa levou a empresa a dedicar-se à produção artística. Atualmente, o cotidiano da empresa dirigida pelos irmãos é compartilhado com artistas – André Venzon é outro deles – e galeristas.

A atividade com arte empolga a empresa, que conta ainda com Igor Lopes Borges, filho de Bárbara. Um dos trabalhos a que se dedicam de forma especial são as montagens para as bienais, que normalmente exigem um elaboração complexa para a apresentação das obras.

Cadeira de acrílico; projeto de Ewlyn Motta, executado pela empresa. (Foto: Lenara Petenuzzo/especial)
Cadeira de acrílico; projeto de Ewlyn Motta, executado pela empresa. (Foto: Lenara Petenuzzo/especial)

A constante convivência com arte levou os dirigentes da Brascril a formar uma coleção que se espalha pela fábrica e nas residências dos empresários. As montagens assinadas pela equipe são de classe, e o efeito é magnífico, como poderão ver nas fotos de Lenara Petenuzzo.

Reciclagem do Acrílico

100% reciclável, acrílico é forte aliado na preservação do planeta

Nos últimos anos a preocupação com a escassez dos recursos naturais deixou de ser pauta apenas de grupos ativistas para se tornar tema constante de governos, empresas e consumidores. Receosos com o impacto que o desenvolvimento tem gerado no meio ambiente, cidadãos, imprensa e organizações têm cobrado uma postura sustentável das empresas e exigido delas um maior cuidado com o meio ambiente. Assim, essa “onda verde” tem causado um impacto positivo em setores como o da construção civil. No Brasil, o número de construções desse tipo cresce em ritmo constante, fazendo com que o País, em oito anos, ocupe a quarta posição no ranking mundial de construções sustentáveis, de acordo com o órgão internacional Green Building Council (US GBC).

E é justamente nesse cenário que o acrílico mais uma vez demonstra suas qualidades e diferenciais por ser um material 100% reciclável que, quando descartado, pode ser novamente transformado em chapas que são utilizadas para uma infinidade de aplicações como objetos decorativos, displays comerciais e acessórios femininos. Todo esse processo é possível por ser o acrílico um termoplástico que não sofre alterações significativas na sua estrutura química durante o reaproveitamento, permitindo ser fundido após o processo de recuperação do monômero de metacrilato de metila.

Além disso, trata-se de um material extremamente valioso no mercado de reciclagem quando comparado a outros plásticos, o que faz com que o seu índice de reaproveitamento seja bastante alto: de acordo com estimativas do setor são recicladas no País aproximadamente duas mil toneladas por ano de chapas e resinas acrílicas. Número esse que só não é maior porque o acrílico, além de muito durável, é utilizado na produção de bens que também possuem longa vida, só sendo descartado no caso de quebra ou se o produto chega ao final de sua vida útil.

Os Bons Exemplos de Reciclagem de Acrílico

Uma das pioneiras nesse tipo de reciclagem é a Plastiglas, empresa do grupo Unigel, que há 50 anos produz chapas acrílicas com insumos 100% reciclados em sua fábrica no México. De acordo com Luiz Vargas, gerente comercial da Unigel, as chapas podem ser produzidas em qualquer cor e tamanho e seu desempenho é equivalente às produzidas a partir de resinas virgens. “Após o processo de reciclagem, o material segue principalmente para o mercado norte-americano e mexicano para aplicações de empresas/utilizadores que demandam por produtos ecologicamente corretos e que reconhecem a importância de reaproveitar os recursos existentes de maneira mais eficaz”, destaca.

No Brasil, a Sheet Cril, de Arealva – São Paulo, é uma das empresas que realiza esse processo. Ali são recicladas cerca de 80 toneladas de acrílico ao mês que, após processadas, resultam em 50 toneladas de chapas recicladas prontas para serem transformadas. O processo de reciclagem na Sheet Cril, de acordo com Marcos Gonçalves, diretor da empresa, é realizado de ponta a ponta. “Compramos parte da sucata de catadores e a outra parte retiramos nas empresas cadastradas. Em seguida, tiramos o plástico da borda da chapa e o enviamos para uma empresa parceira que faz a destinação correta do lixo. Então, moemos a sucata, colocamos no forno, retiramos o líquido, destilamos e aí, sim, produzimos as chapas. Todo esse processo dura em média de 10 a 15 dias”, explica.

As chapas recicladas, conforme explica Januário, vão para o mercado com um valor em torno de 20% mais baixo que as chapas novas, ainda que mantenham a mesma transparência. “Nossos clientes costumam dizer que fabricamos o melhor genérico do mercado”, brinca o empresário, que ressalta: “Quando um comprador liga interessado nas chapas,
100% reciclável, acrílico é forte aliado na preservação do planeta procuro questionar sobre a finalidade da aplicação. Se o cliente disser que fabricará incubadoras para bebês, por exemplo, não vendo e indico empresas fornecedoras de chapas novas. Isso porque, em casos como esse, o material, devido ao processo que sofreu, pode trazer riscos à saúde. Mas para a maioria das finalidades a chapa reciclada é uma excelente opção”, finaliza. O meio ambiente, claro, agradece.

O processo de Reciclagem de Acrílico

1. Coleta do material

Existe no Brasil um intenso comércio envolvendo a sucata das chapas acrílicas cast. O material tem preço de mercado entre USD 1,000.00 e USD 1,500.00 por tonelada.

2. O material coletado pode ter dois destinos diferentes

– Exportação: Unidades de reciclagem situadas em diversos países, tais como Índia, México, China, etc., pois os produtores destes locais procuram obter sucata nos mais diferentes locais do mundo;

– Recicladores no país: Existem diversas empresas no país que reciclam sucata de chapas acrílicas cast. Infelizmente produzem chapas recicladas de baixa qualidade, devido a defasagem tecnológica dos processos aplicados no Brasil.

Reciclagem de Acrílico
Equipamentos para reciclagem de chapas acrílicas.

3. Processo de reciclagem da sucata das chapas acrílicas

a. Limpeza e moagem: A sucata é limpa de materiais estranhos, deixando apenas o acrílico. Após isto, se faz a moagem do material;

b. Craqueamento: Na primeira etapa a sucata é aquecida a temperaturas acima de 410 graus centígrados. A esta temperatura, a molécula do Polimetacrilato é quebrada, dando lugar a moléculas do monômero original, o Metacrilato de Metila. Neste processo acontece ainda a formação de diversos sub-produtos, fruto de reações secundárias de quebra de moléculas de aditivos, bem como quebra indesejada da molécula do Metacrilato de Metila em moléculas menores;

c. Lavagem: O monômero cru formado no craqueamento deve passar por um processo de purificação. Na primeira etapa, deve ser lavado com água para eliminação de contaminantes solúveis em água, tais como metanol e acetona, entre outros. A lavagem é feita ainda com uma solução alcalina, para neutralização de ácidos formados como sub-produto indesejado no processo de craqueamento.

d. Decantação: A mistura do monômero cru com a solução alcalina passa por um processo de decantação. Neste processo se separa a fase aquosa da fase orgânica. A fase aquosa é encaminhada para tratamento e a fase orgânica para a etapa seguinte de purificação.

e. Remoção de contaminantes leves: Após a lavagem o monômero é alimentado a uma primeira coluna de destilação para remoção das impurezas de ponto de ebulição menor que o Metacrilato de Metila. Estes contaminantes são basicamente água e produtos solúveis em água, que não podem ser totalmente removidos por decantação. O topo desta coluna retorna para o processo de lavagem.

f. Remoção dos contaminantes pesados – Na segunda coluna de destilação o Metacrilato de Metila purificado até 99.5% sai no topo, e no fundo da coluna saem os resíduos mais pesados, entre os quais o coque formado no craqueamento. O fundo da coluna deve ser encaminhado a uma unidade de incineração, podendo ser utilizado como fonte de energia.

Final: O Metacrilato de Metila purificado a 99.5% é reutilizado na fabricação de chapas acrílicas ou outros derivados do produto. A matéria relaciona acima foi elaborada pelo eng. químico Eduardo Mendonça de Assis Baptista (CRQ 07300127 – 7ª Região).

A matéria relaciona acima foi elaborada pelo eng. químico Eduardo Mendonça de Assis Baptista (CRQ 07300127 – 7ª Região).

Veja também o vídeo

 

Conheça os fornecedores de Chapas Acrílicas Recicladas

Sheet Cril Acrílicos
www.sheetcril.com.br
(14) 3296-8200

 

O mercado de maquetes, principalmente na área de empreendimentos imobiliários, é um grande consumidor de acrílico. O material tem grande utilização por sua transparência, versatilidade e praticidade. Na Adhemir Fogassa Maquetes, uma das maiores empresas do ramo em São Paulo, são produzidas cerca de 30 maquetes por mês(o que significa uma média de 80 edifícios), e o acrílico é utilizado em todos os projetos. “Usamos o acrílico nos locais em que precisamos reproduzir vidro e transparências. Escolhemos o material principalmente pela facilidade no uso e variação das espessuras das chapas“, afirma Adhemir Fogassa, proprietário da empresa.

Buscando atender às necessidades deste crescente mercado, há mais de 10 anos a TC Acrílicos, associada ao Indac, desenvolveu uma chapa de 0,5mm. Até hoje a empresa oferece essa medida com exclusividade na América Latina, e em diversas cores. “Sempre trabalhamos para empresas de maquetes e foram esses clientes que nos pediram uma chapa mais fina, que pudesse ser curvada e cortada com mais facilidade“, conta Gerson Trentino, proprietário da TC Acrílicos. “Essa espessura também é bastante utilizada em cartões de visita e peças promocionais“, completa. Por ser extremamente fina, a chapa pode ser cortada a laser ou até com estilete, o que torna seu manuseio muito fácil e prático, agilizando o trabalho, além de poder ser curvada sem necessidade de moldagem.”Usamos muito as chapas de 0,5mm para maquetes em escala pequena, ou para detalhes em peças maiores“, conta Fogassa. Edilson Andrade, proprietário da Andrade Maquetes, conta que utiliza as chapas de 0,5mm também para reproduzir espaços com água.”Por causa da espessura, é uma chapa ideal para dar efeito mais real em piscinas e cachoeiras“, afirma.

Maquetes em Acrílico

Os irmãos Paulo e Jorge Nakanishi, sócios fundadores da Maquetes Nakanishi, utilizam o acrílico principalmente para montar as redomas de proteção para as suas maquetes. Fogassa e os Nakanishi afirmam que já tentaram trabalhar com outros materiais, mas sem sucesso. “O acrílico é o único que tem a firmeza necessária, recebe tinta sem dificuldade e é ´facil de cortar”, afirma Fogassa. Tanto ele quanto os irmãos Nakanishi experimentaram PVC expandido, policarbonato e outros materiais divulgados como similares ao acrílico. Adhemir e Jorge afirmam que a experiência não deu certo.

Veja Também

Site TC Acrílicos
www.tcacrilicos.com.br

Site de Adhemir Fogassa
www.maquetes.com.br

Site Andrade Maquetes
www.maquetes.com.br

Frequentemente, objetos produzidos por outros plásticos também são comercializados no mercado como acrílico. O principal pelos equivicos no Brasil é o poliestireno (PS) cristal, um polímero usado em artigos de baixo custo, como em utilidades domésticas. O acrílico, por sua vez, é mais nobre e duradouro (no mínimo, 10 vezes mais resistente a impactos do que o vidro) e 100% reciclável. Para que o consumidor final não seja enganado, existem três formas básicas de reconhecer as diferenças entre os dois materiais. A primeira delas é o aspecto visual. De acordo com o engenheiro químico e diretor presidente do Indac, Fábio Fiasco, o poliestireno é azulado e amarela rapidamente, enquanto o acrílico é completamente transparente e não altera a cor com o tempo.

“Um bom exemplo é o da caneta BIC, que é feita de PS. Se colocarmos o objeto contra a luz veremos nitidamente o seu tom azulado”, diz Fiasco. “Em alguns objetos o reconhecimento pode ser feito também a partir da visualização da borda da peça. O acrílico permite enxergar a outra extremidade, enquanto que no poliestireno o aspecto é turvo – como se estivesse embaçado.

Outra forma de identificar os materiais é pelo som. Segundo o engenheiro, ao jogar uma peça de poliestireno, como uma régua escolar, em uma superfície de concreto, o barulho do choque é estridente, similar ao de uma lata de alumínio caindo no chão. “Já o som do acrílico é seco, abafado, imitando um objeto de madeira”, afirma Fiasco.

É possível ainda diferenciar os plásticos pelo cheiro resultante da queima ou raspagem de parte do material. “O poliestireno solta uma fumaça preta e um cheiro bastante forte, parecido com o de óleo queimando. O acrílico queima com uma fumaça branca e odor mais agradável e suave, que lembra a fruta”, diz o presidente.

O gosto do Acrílico x Poliestireno

O segmento que mais sofre com a comparação com o poliestireno é o de utilidades domésticas, principalmente jarras e copos. De acordo com Jones Pellini, diretor da Kaballa, fabricante de utensílios em acrílico, neste caso o material pode ser diferenciado pela espessura – sempre acima de 2 mm­ – o brilho, o acabamento e o “gosto” da peça. “As utilidades domésticas de poliestireno apresentam espessura fina e acabamento texturizado, normalmente com rebarbas. E ao contrário do acrílico, o poliestireno libera gosto e cheiro”, diz Pellini. Para saber se o objeto é mesmo de acrílico, o especialista recomenda o teste do suco de laranja. “Deixe o líquido na jarra ou no copo de um dia para o outro na geladeira. Além de mudar o sabor, na peça de PS aparecerá a marca do suco, no nível em que ele parou, enquanto que no acrílico não aparecerá nada.”

Acrílico x Poliestireno
Peças em acrílico da Kaballa

No Brasil não há box de acrílico

O poliestireno também pode ser confundido com o acrílico na utilização de boxes de banheiro, embora no Brasil existam poucos fabricantes que trabalhem com este material. “Quase tudo é poliestireno”, afirma José Eugênio Peres, diretor comercial da unidade Campinas da Casa do Acrílico.

A única maneira de saber se um box é mesmo de acrílico é pela espessura  – que é no mínimo de 4 mm, o dobro do poliestireno – e tentar quebrar a chapa pela ponta. “Se quebrar, com certeza não é acrílico.” Os boxes de acrílico são recomendados por serem mais resistentes e, consequentemente, seguros do que os de vidro temperado. De acordo com Eugênio Peres, o poliestireno é até o mais perigoso em caso de quebra. “O PS forma lâminas cortantes e pode causar ferimentos graves”, diz. “É um exemplo do barato que pode sair caro”.

Calhas automotivas

A maioria das calhas automotivas vendidas no país são especificadas pelo fabricante como sendo de acrílico, porém grande parte desbota e fica quebradiça com a exposição ao sol. “Algumas utilizam acrílico, mas a maioria é de poliestireno injetado”, afirma Fábio Toledo Pelin, diretor-executivo da Mapro, empresa especializada na fabricação de calhas, tapas sóis e protetores de faróis em acrílico.

De acordo com o especialista, é possível identificar o material pelo olhar. “O acrílico é visivelmente mais transparente, mesmo sendo na tonalidade fumê. É uma peça uniforme, com o mesmo brilho em toda a superfície. Desconfie também dos preços muito baixos, certamente são em poliestireno”, diz Pelin.

Acrílico x Poliestireno
Calha automotiva em acrílico

Veja Também

Casa do Acrílico
www.casadoacrilico.com.br www.acrilico.com.br
(21) 3970-7005 – (19) 3728-2931

Kaballa
www.kaballa.com.br
(54) 3292-4823

Mapro
www.mapro.com.br
(54) 3221-3080

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Box de Banheiro em Acrílico: escolha o material correto

Em setembro a Castcril concluiu a primeira parte de investimento em sua unidades de fabricação de chapas acrílicas coloridas em Cajamar, visando melhoria de produtividade e agilidade na logística de entrega destes produtos.

O investimento foi feito em novos sistemas de enchimento de matéria prima, o MMA (metacrilato de metila), em novas autoclaves de polimerização e em novos sistemas de mesas para movimentação dos moldes – melhorando significativamente o padrão e uniformização das chapas coloridas produzidas.

O investimento também colabora com a competitividade da empresa, com redução dos custos de operação, e consequentemente melhores condições de participar do competitivo e pulverizado mercado brasileiro de chapas acrílicas.

Castcril também é reconhecida pela sua flexibilidade comercial, pois atende clientes de todos os tamanhos, de todas as regiões e necessidades, além de dispor de laudos atualizados comprovando que seus produtos estão de acordo com a norma brasileira de qualidade NBR-ISO 7823-1 de chapas acrílicas.


Castcril – Chapas Acrílicas
(11) 3062-0199
www.castcril.com.br

Acrílico = poli(metacrilato de metila)

O acrílico é um polímero (Poli > Muitos e Mero > Unidade), pois é constituído de grandes moléculas formadas por muitas unidades químicas (mero) que se repetem. Pertence a família dos termoplásticos devido à possibilidade de conformá-lo com a aplicação de calor ou solvente.

Produção do Acrílico - Chapas Acrílicas Cast
Metacrilato de Metila usado na produção de Chapas Acrílicas da Unigel

Polimerização do Monômero

O metacrilato de metila pode ser facilmente polimerizado pelas técnicas de polimerização em massa, solução, suspensão e emulsão.

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Comercialmente, a técnica mais empregada é a de polimerização em massa, pois possibilita a obtenção direta do produto desejado. Um exemplo típico da utilização desta técnica seria a fabricação das chapas fundidas ou “cast”.

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Castcril Chapas Acrílicas

Produção de Chapas pelo Processo de Fundição ou “Cast”

O xarope acrílico é vazado entre duas placas de vidro e polimerizado em autoclaves, tanques de água quente ou estufas. Em autoclaves, a polimerização se dá a uma temperatura de 90 ºC, com pressão de 5 Kgf /cm2, enquanto que nos tanques e estufas a temperatura atinge 70 ºC à pressão atmosférica.

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Produção do Acrílico – Chapas Acrílicas Cast

A obtenção de chapas Fundidas ou “Cast” se faz pelo processo de batelada, utilizando lâminas de vidro de alta qualidade superficial como moldes. A polimerização inicia-se com uso de catalisadores e ação da temperatura e é feita dentro de autoclaves, estufas ou banhos de água quente.

Assim se obtém chapas com alta transparência, grande resistência mecânica, mínimas tensões térmicas e distorções ópticas.

Veja no vídeo abaixo as fases de produção de Chapas Acrílicas Cast

Produção de Chapas pelo Processo de Extrusão

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Produção do Acrílico – Chapas Acrílicas Cast

Para a obtenção das chapas utiliza-se a resina acrílica na forma de pó ou no formato de grânulos, que passa por uma extrusora seguida de calandragem em processo contínuo. Possui excelente regularidade de espessura com variações inferiores a +/ – 5%, consegue-se chapas com comprimento de até 6 metros, ou maiores se desejado. Seu custo é inferior ao das chapas Fundidas devido a alta produtividade.

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Produção do Acrílico – Chapas Acrílicas Cast