A data simbólica da fundação do Instituto é 25 de dezembro de 2000 e tem como referência uma árvore de Natal de 10 metros enfeitada com discos de acrílico – desenvolvida e instalada na antiga Casa Estrela, que ficava na Avenida República do Líbano, vizinha do Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Os discos de chapas acrílicas vermelhas translúcidas, de 3,0 mm de espessura, foram cortadas em uma das primeiras máquinas laser do país – uma novidade na época, e financiadas pelos fundadores do INDAC: Metacril e Rebasa – hoje Unigel Plásticos e Dicopesa, hoje Castcril.

Na época o sucesso foi tanto que esta árvore inspirou a Prefeitura da Cidade de SP a começar a fazer suas grandes instalações de Natal no lago do Parque Ibirapuera.

Parabéns ao INDAC que inspira designers, arquitetos, comunicadores visuais, entre outros, a elaborarem seus produtos criativos e valorizados com acrílico.

A necessidade de isolar ambientes e proteger pessoas da exposição ao novo corona vírus fez com que o mercado de acrílico no Brasil saltasse para o patamar de 10.501 toneladas vendidas durante o ano, volume que não era atingido desde 2015

Se de um lado a pandemia do Sars-Cov-2, também conhecido como Covid-19, paralisou a economia global, de outro fez com que novas demandas surgissem. É o caso das barreiras de proteção de acrílico que se tornaram peças obrigatórias e cada vez mais constantes em lugares públicos – de restaurantes a caixas de supermercado. Elas foram, sem dúvida, as grandes responsáveis pela alta na demanda de acrílico no país em 2020. Em 2019, por exemplo, o setor amargou uma queda nas vendas de 8,4% em relação a 2018, com um total de 9.430 toneladas de acrílico comercializados. Já no ano passado, esse número saltou para 10.501 toneladas, um crescimento de 11,4% ante a 2019. “Ao perceber que o setor de comunicação visual, que geralmente responde pelo maior consumo de acrílico no país, não iria alavancar negócios, os empresários do setor foram rápidos em se adaptar e criar produtos direcionados para o combate da proliferação da Covid-19”, afirma Marina Vitoruzzo, vice-presidente do INDAC (Instituto Nacional pra o Desenvolvimento do Acrílico) e gerente para América Latina da Lucite International.

Segundo Vitoruzzo, a rapidez com que os transformadores de acrílico do país perceberam essa nova oportunidade de mercado surgiu já no início da pandemia. Nessa época, algumas empresas do segmento produziram e forneceram cúpulas de intubação que ajudavam a isolar pacientes e a proteger médicos e enfermeiros em hospitais. Das cúpulas às barreiras não levou muito tempo. “O desenvolvimento desses itens fez com que algumas empresas se posicionassem corretamente para atender à nova demanda. As barreiras de acrílico que separam músicos na Sala São Paulo são um bom exemplo dessa capacidade que o segmento teve em responder com agilidade a esse momento da nossa história”, diz a gerente da Lucite.

Das mais de 10.500 toneladas de chapas acrílicas consumidas no Brasil em 2020, 5.317 toneladas foram importadas. Isso significa que a importação responde, mesmo que com diferença mínima, pela maior fatia de consumo do produto no mercado nacional, com 50,6% de participação, apesar da ociosidade instalada de cerca de 70% da indústria nacional.

Apesar do resultado positivo, o ano de 2021 ainda parece bastante incerto, diz a representante do INDAC. Segundo ela, os empresários do segmento mantêm expectativas bem realistas para este ano: “Seguimos longe ainda de ter superado a pandemia ou de ter uma normalidade econômica em que alguns fatores de demanda possam ser previstos, mas já não acreditamos que a demanda por barreiras de proteção, por exemplo, siga alçando o setor. De outro lado, muitas empresas dos segmentos de comunicação visual ou de eventos, por exemplo, seguem sem trabalho, e assim não podem retomar projetos. A certeza que fica é que 2021 será mais um ano que exigirá de nós a capacidade de se reinventar”.

Apesar de não acreditar numa alta na demanda para este ano, a vice-presidente do INDAC diz que o setor segue firme no objetivo de alcançar, até 2022, a meta de 14.000 toneladas de chapas acrílicas vendidas no país, incluindo as chapas ecológicas. Para chegar lá, diz ela, as empresas do setor têm trabalhado fortemente na divulgação das vantagens do acrílico – matéria-prima altamente durável e versátil – não apenas no mercado de comunicação, no qual o produto já é bastante conhecido, mas também nos setores de arquitetura, construção civil e móveis, “onde o acrílico pode ajudar a valorizar o produto final”, finaliza Vitoruzzo.

 

Apesar de ainda não ter recuperado índice de vendas de 2013, setor comemora segundo ano positivo e se diz otimista; importação continua sendo problema

O INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico) acaba de divulgar levantamento que aponta o desempenho do mercado de chapas acrílicas no país em 2018. E, embora ainda não se deva recuperar o mesmo patamar de vendas de 2013, quando foram comercializadas no país cerca de 12 mil toneladas de chapas acrílicas, o país ultrapassará neste ano as 8.000 toneladas vendidas em 2017, e chegar a 9.100 toneladas. Isso equivale a um crescimento de 14%.

Este é o segundo ano positivo consecutivo do setor depois de três anos seguidos de quedas – entre 2014 e 2016 – quando as vendas despencaram de 12 mil toneladas para 7.500 toneladas.

Tal desempenho deixa os empresários do segmento mais otimistas e a previsão para 2019 é de que o mercado ultrapasse as 10.500 toneladas e consolide um crescimento de cerca 15%. Eles também estimam que até o final de 2020 o país volte ao patamar de 12 mil toneladas.

Boa notícia também para o setor em relação às chapas recicladas, que totalizaram esse ano mil toneladas comercializadas.

Já o desempenho das importações é o que tira o sono dos produtores de chapas nacionais. Não é para menos. Neste ano, 5.800 toneladas de chapas foram importadas. 700 toneladas a mais no que no ano anterior. Isso equivale a 62% de todas as chapas comercializadas no país neste ano.
Segundo João Orlando Vian, executivo do INDAC e Consultor da Strategia Cursos e Gestão Empresarial, o crescimento das importações nos últimos anos no país tem sido fortemente alimentado pela disputa tributária sobre importação entre os Estados, gerando um ambiente de insegurança fiscal, com consequências graves para a competitividade no setor. “Entre as produtoras nacionais de chapas que já somaram 20, hoje ficaram apenas 12”, conclui.

Com mercado mais aquecido, INDAC confirma continuidade de ações que desenvolve junto ao mercado nacional, como o curso Cosi di Acrilico, que essa ano ganha edições especiais, uma delas focada exclusivamente no mercado de comunicação visual e outra itinerante, que deve acontecer em um caminhão-escola, montado especialmente para as aulas.

Depois de já apresentar alguns bons resultados neste ano, o Acrílico em Ação, por meio do qual, o instituto disponibiliza uma equipe voltada à apresentação do acrílico e de todas as suas potencialidades junto a clientes potenciais – como agências de propaganda e escritórios de arquitetura – também continua em 2019.

 

Apesar das crises econômica e política, o mercado de chapas acrílicas no país deve fechar 2017 com resultados positivos.

Foram vendidas 8.000 toneladas de acrílico em 2017, resultado 8% superior ao comercializado no ano de 2016, quando foram vendidas 7.500 toneladas segundo dados do INDAC – Instituto Nacional para Desenvolvimento do Acrílico.

O bom desempenho de 2017 quebra uma sequencia de três anos seguidos de queda – 2014 a 2016. Nestes anos, o setor viu as vendas despencando de 12.000 toneladas em 2013, para 10.500, 9.700 e 7.500, respectivamente.

Apesar do bom resultado, os produtores de chapas acrílicas nacionais não têm muito a comemorar. Isso porque, junto às vendas, cresceram também as importações. Tanto que, neste ano, elas ocupam a liderança do mercado, com 64% de participação. Ou seja, das mais de 8.000 toneladas de chapas acrílicas vendidas no país em 2017, 5.100 toneladas foram produzidas fora, longe das fábricas que geram emprego aqui no país. “Esse é um dado muito preocupante que precisa ser revertido urgentemente. Sem o produtor nacional todo o mercado e cadeia produtiva do acrílico ficam vulneráveis e tendem a morrer no país”, explica Carlos Marcelo Thieme, diretor-presidente do Indac.

Com demanda de menos de 3.000 toneladas por ano, os 18 produtores de chapas acrílica no país amargam ainda uma ociosidade de 12 mil toneladas. “Lutar pela maior proteção do mercado é importante, mas o setor precisa também assumir uma maior responsabilidade das vendas. Temos que juntar os elos que compõem essa cadeia e mostrar aos clientes as inúmeras qualidades do acrílico, plástico nobre e 100% reciclável”, conta Thieme, que completa: “Diversificar o leque de produtos, com medidas e cores menos comuns, e também de negócios, como têm feito algumas das nossas empresas associadas, têm sido alguns dos caminhos para evitar a concorrência nem sempre leal com produtos vindos de fora”, finaliza.