Projetos acompanhados gratuitamente pelo Instituto têm todo o processo produtivo garantido, além da certeza de contar com melhores profissionais e matéria-prima

O programa Acrílico em Ação, lançado há cerca de um ano pelo INDAC (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico), acaba de ganhar um conceito ainda mais afinado e completo. Trata-se do Atendimento 360°. Agora, além de avaliar os projetos enviados pelos clientes e apontar a eles os transformadores mais indicados para cada serviço, o INDAC tem ajudado a vender novos projetos em acrílicos. Isso faz com que todo o processo se torne mais ativo e menos dependente de acasos.

A assertividade da ação já pode ser vista. Há menos de quatro meses em vigor, o Instituto trouxe para seus associados orçamentos de projetos de marcas como Kopenhagen, B. Ferras, H.Stern e Score Group, entre outros. “O Acrílico em Ação é o oposto do que estamos acostumados a ver no mercado. Normalmente, espera-se o cliente interessar-se pelo acrílico. Mas o Acrílico em Ação tem uma pessoa dedicada a visitar e manter contato constante com todos os possíveis usuários de acrílico, antecipando e influenciando positivamente os projetos nos quais esse material pode ser uma opção”, explica Marcelo Thieme, diretor-presidente do INDAC.

A presença desse profissional nas agências de publicidade e nos clientes potenciais, ressaltando os benefícios do acrílico, além do trabalho dos transformadores associados a nós, também é muito positiva para toda a cadeia, ressalta o dirigente: “Acreditamos que a presença constante e esse trabalho de captação possam trazer várias oportunidades. O INDAC e seus associados tendem a ganhar mais visibilidade”.

Display em Acrílico

Acriresinas, Tudo em Acrílico e Menaf estão entre alguns transformadores associados que fizeram orçamentos para os projetos captados pelo programa. “No cenário atual, tudo que pudermos fazer para unirmos forças e ajudarmos uns aos outros a sobreviver e reverter esse momento ruim é visto de forma positiva”, afirma Rosana Silva, da Menaf. Para ela, os associados só têm a ganhar com o programa, que não implica em aumento de custo.

Rosana conta que entre os orçamentos que fez, um se concretizou. “Era um projeto pequeno. Mas esse é só o início e para nós foi muito bacana efetivar essa venda e sentir que estamos dentro do projeto que foi apresentado e está sendo de fato cumprido”, afirma.

Salvatore Iannelli, da Acriresinas, que já esteve a frente do INDAC e ajudou a idealizar o Acrílico em Ação, acredita no potencial do programa, embora saiba que ajustes futuros sejam necessários, inclusive para descobrir e corrigir eventuais falhas: “Esse programa foi idealizado na minha gestão como presidente do INDAC. A ideia era colocar à disposição do mercado uma ferramenta fundamentada em princípios e suporte técnico de um órgão como o INDAC, sem os compromissos comerciais de um fabricante. Possibilitando aos especificadores, designers e demais empresas desenvolvedoras de projetos receber suporte técnico para o desenvolvimento de seus produtos, fomentando e fundamentando tecnicamente a base do nosso mercado”.

Atendimento 360°

Mais do que vender o acrílico. O Acrílico em Ação tem por finalidade a satisfação do cliente com sua escolha e, sobretudo, a fidelização do consumidor de acrílico. Assim, o atendimento não acaba após a concretização da venda. Depois que o cliente recebe os orçamentos e escolhe livremente entre os transformadores indicados pelo Instituto (seleção baseada na capacidade produtiva apresentada por cada associado), começa a segunda etapa do atendimento INDAC – o acompanhamento de todo o processo produtivo da peça. Esse suporte vai da escolha do material até a entrega do item, que receberá selo de garantia INDAC.

Segundo Paulo Muniz, responsável pelo departamento de vendas do Acrílico em Ação, após alguns meses de trabalho, o departamento começa a progredir e ganhar a confiança de clientes. “Juntos, temos conhecimento e ferramental para concretizar projetos incríveis, de totens a mobiliários, quiosques e todo tipo de material de ponto de venda, inclusive com iluminação LED. Dentre nossos associados temos quem fez o os visores em acrílico do Aquário de São Paulo e também quem produz berços neonatais para maternidades, além de vitrines dinâmicas de grandes lojistas. O mercado precisa conhecer todo esse trabalho e saber mais sobre a capacidade do acrílico como matéria-prima e do conhecimento técnico de nossos transformadores. O Acrílico em Ação existe para isso”, finaliza.

Para os clientes interessados, basta entrar em contato com o Acrílico em Ação através do [email protected]. Se já tem projeto pronto e deseja cotar, só anexá-lo ao e-mail. O contato também pode ser feito pelo link: www.indac.org.br/acrilico-em-acao/.

No Brasil, ao menos por enquanto ainda não é muito vasta a gama de aplicações nas quais o acrílico é utilizado em volumes massivos. Seu polímero PMMA (polimetacrilato de metila), por exemplo, tem aqui emprego mais intensivo na fabricação de algumas autopeças – como lanternas traseiras – e em setores demandantes de quantidades menores, como a produção de utilidades domésticas. Já o monômero MMA (metacrilato de metila), além fazer parte de formulações de tintas e vernizes – entre outras aplicações –, é ainda polimerizado diretamente no processo de produção de chapas, quase sempre vendidas no mercado nacional para basicamente três setores: comunicação visual, indústria moveleira e da iluminação.

E todos esses mercados usuários de acrílico vêm sendo duramente impactados pela difícil conjuntura econômica do país. Há pelo menos três anos, as montadoras de veículos registram reduções acentuadas nas vendas. E o consumo de chapas de acrílico, informa o Indac (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico), no ano passado teve queda bastante expressiva – 22%, relativamente a 2015 – e com esse tombo chegou ao nível mais baixo dessa década (ver quadro abaixo). Para este ano, há perspectivas mais favoráveis, se não ainda de incremento, ao menos de estabilização nos negócios com chapas de acrílico, cujo consumo, a médio e longo prazo, pode intensifi car-se inclusive pelo maior aproveitamento em áreas nas quais elas ainda são pouco utilizadas: por exemplo, na construção civil.

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Nos Estados Unidos, ressalta João Orlando Vian, executivo do Indac (entidade representativa dos fabricantes de chapas), coberturas e outros artigos já tornam a construção civil responsável pelo consumo de aproximadamente 30% das chapas de acrílico. Mas, no Brasil, ele complementa, as coberturas são feitas preferencialmente com policarbonato, tanto em chapas alveolares quanto compactas.

As chapas alveolares de policarbonato, especialmente, graças a seus custos menores, são comuns nessa aplicação. “Mas esse material é impróprio para coberturas, pois acumula sujeira, prejudicando a transparência e a beleza do ambiente”, argumenta Vian. Nem mesmo a chapa compacta de policarbonato, ele prossegue é a opção mais indicada: “Nesse caso, policarbonato e acrílico têm custos parecidos, mas o acrílico tem muito mais resistência aos raios ultravioleta do sol, e no mercado norte-americano é muito mais usado em coberturas”, acrescenta Vian.

Diógenes Duarte, coordenador de vendas da Bérkel, empresa que comercializa no Brasil as chapas de acrílico da empresa norte-americana Lucite, além de produzir chapas próprias, referenda essa informação de uso mais intenso, nos Estados Unidos, do acrílico como material para confecção de coberturas. Mas ele considera difícil essa aplicação se consolidar também no Brasil, não por problemas de desempenho, mas sim por uma “questão cultural”, associada à maior exigência dos consumidores nacionais por garantia contra quebra.

O acrílico, explica Duarte, tem garantia de dez anos contra amarelecimento, mas não recebe garantia contra quebra, embora nas próprias instalações da Bérkel, em São Bernardo do Campo-SP, exista uma cobertura de acrílico intacta após mais de dez anos de uso, sem nunca ter exigido nenhum reparo mesmo tendo sido submetida a fortes chuvas de granizo. Já o policarbonato – que a Bérkel também comercializa –, além da garantia contra amarelecimento conta ainda com garantia de até dez anos contra quebra (assim como no caso do acrílico, a garantia contra o amarelecimento do policarbonato abrange somente chapas na cor cristal). “Isso faz com que o mercado utilize mais o policarbonato”, pondera Duarte.

Ao menos em algumas outras aplicações, as chapas de acrílico vêm ganhando espaço na construção civil, observa Maximilian Yoshioka, diretor comercial da unidade de acrílicos e emulsões da Unigel. Algumas delas: portas, painéis, parapeitos e guarda-corpos, nas quais, em escala crescente, ele substitui o vidro. “Além de oferecer possibilidades estéticas diferenciadas, a grande vantagem do acrílico está em proporcionar mais segurança em relação ao uso do vidro nessas aplicações”, compara diferenciadas, a grande vantagem do acrílico está em proporcionar mais segurança em relação ao uso do vidro nessas aplicações”, compara.

A Unigel, diz Yoshioka, atende clientes que operam em vários segmentos, incluindo construção civil, automotivo, agricultura, têxtil, mineração, eletrônica, embalagens e health care, construindo uma sólida relação com os maiores fornecedores e usuários finais na indústria petroquímica na América Latina e utilizando tecnologia avançada para fornecer soluções e produtos inovadores. É o maior produtor da América Latina de acrílicos e também de estirênicos, sendo a única produtora de acrilonitrila e MMA na região, controlando fábricas no Brasil e no México. Além de MMA, resinas de PMMA e chapas cast – hoje fabricadas por ela apenas no Mé- xico –, seu portfólio de acrílicos inclui produtos para várias outras aplicações, como indústria eletrônica, tratamento de água, tintas, fibras, solventes e mineração, entre outras.

Evolução em processos

Outros produtos, além das chapas convencionais já empregadas em itens como coberturas, parapeitos e divisórias, podem contribuir para integrar mais incisivamente o acrílico ao mercado da construção civil. Um deles, denominado ‘superfície sólida’, com origem no México, vem sendo trazido ao Brasil pela Oswaldo Cruz Química, e é composto por acrílico e agregados minerais (pó de granito, por exemplo). Um possível uso desse material é a produção de pias, onde ele pode substituir o próprio granito. Marcelo Thieme, diretor de novos negócios da Oswaldo Cruz e, a partir deste ano, também presidente do Indac, lista diversas características favoráveis às superfícies sólidas em pias e aplicações similares: “Elas são muito higiênicas, pois não são porosas, possibilitam o trabalho com cores muito bonitas e podendo assumir várias formas”, explica. Ainda no mercado do acrílico, a Oswaldo Cruz Química distribui o monômero MMA, matéria-prima para as chapas, que no Brasil hoje são produzidas apenas pelo método denominado cast, similar à fundição (existem outros métodos, como a extrusão). E os fabricantes de chapas, afirma Thieme, buscando mais produtividade e redução de custos, vêm investindo bastante na evolução da tecnologia cast, com medidas como a substituição da água utilizada para aquecer as chapas – para a polimerização do MMA – por alternativas como vapor ou ar quente, buscando abreviar o tempo do processo e diminuir seu custo. “Também se deseja automatizar mais as operações, pois a produção de acrílico ainda usa muita mão de obra”, acrescenta Thieme Vian, do Indac, observa que o processo cast com aquecimento por água é mais simples na instalação e na operação, exigindo basicamente um tanque com água aquecida, e por isso é o mais utilizado pelos fabricantes de menor porte. Mas já ocorre no Brasil uso significativo também do vapor d’água com o objetivo de polimerizar mais rapidamente as chapas no interior de autoclaves ou estufas. “A capacidade de produção de chapas atualmente instalada no Brasil é de cerca de 15 mil toneladas por ano, deve estar igualmente divida entre essas duas possibilidades”, estima.

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Existem variações no próprio mé- todo cast, como o processo continuous cast, com o qual são produzidas as chapas Lucite, trazidas ao Brasil pela Bérkel. Diferentemente do método tradicional, no qual as chapas são produzidas uma a uma, essa tecnologia trabalha em processo contínuo, produzindo uma chapa única posteriormente cortada nas dimensões desejadas. Ela exige espaços muito grandes, mas, de acordo com Duarte, reduz praticamente a zero as variações na espessura da chapas. “Com menor variação na espessura, as chapas tornam muito mais precisa a montagem de peças que exijam colagem, encaixe ou moldagem”, destaca Duarte. Além de gerar chapas, o acrílico é utilizado também na forma de resinas (que, pelas estimativas de Vian, do Indac, no Brasil consomem quantidades de acrílico similar às das chapas). Até por sua escala, o setor automobilístico é o principal usuário dessas resinas, empregadas ainda nas indústrias náutica e a aeronáutica, e na fabricação de utilidades domésticas como copos, pratos e jarras.

A indústria aeronáutica vem recebendo investimentos crescentes da multinacional Evonik, que anunciou o início da operação, no começo do próximo ano, de uma planta de produção de acrílico específica para esse setor, que utiliza esse plástico em janelas de cabines e cockpits de aviões e helicópteros. Na nova planta, em Weiterstadt, na Alemanha, a Evonik poderá produzir, em grandes dimensões, chapas tipo stretched, que podem ser entendidas, em linhas gerais, como chapas cast submetidas a uma espécie de esticamento, com o qual elas adquirem maior resistência química e a impactos, para se adequarem aos rígidos quesitos dos fabricantes de aeronaves.

Já na indústria automobilística, resinas de PMMA são injetadas por empresas como a Arteb para produzir lanternas traseiras, difusores de lanternas de leitura e lanternas de placa de identificação dos veículos. Jarbas Enzenberg, gerente executivo de processos da Arteb, elogia a evolução registrada nos últimos anos por esse termoplástico em quesitos como processabilidade, resistência térmica e resistência ao impacto. “Nas lanternas traseiras, o acrílico não tem concorrente direto, devendo manter-se como material de maior aplicação para as lentes”, prevê Enzenberg.

Projetando a retomada

Um conjunto de apenas três setores – comunicação visual, indústria moveleira e indústria da iluminação – gera aproximadamente 90% da demanda dirigida aos provedores de chapas de acrílico instalados no Brasil. Assim, não há como esperar um movimento de incremento dos negócios antes que mercados se aqueçam; entre eles, especialmente o da comunicação visual, que sozinho recebe cerca de 60% das chapas de acrílicas comercializadas no país.

Subdividida em quatro principais segmentos – comunicação externa, material de ponto de venda, sinalização e comunicação interna – e premida pela crise econômica nacional, essa atividade nos últimos anos diminuiu sua demanda não apenas por realizar quantidade menor de projetos, mas também porque considerou mais atentamente a possibilidade de uso de materiais alternativos e de menor custo, como poliestireno e madeira MDF, para viabilizar os contratos em andamento.

Por uma chapa de poliestireno, compara Vian, paga-se apenas 30% do que custa uma chapa de acrílico, enquanto o MDF é inúmeras vezes mais barato. “Mas esses são materiais para comunicação visual sem destaque, enquanto acrílico é usado para valorizar a marca do anunciante”, argumenta o representante do Indac.

Segundo ele, os negócios no mercado brasileiros de chapas de acrílico não deverão registrar grande evolu- ção no decorrer de 2017: “Este ano estamos trabalhando e torcendo para eles não caírem mais; se conseguirmos atingir o mesmo volume registrado no ano passado já estará bom”, avalia o executivo do Indac.

Mais otimista, Thieme crê na possibilidade de alguma expansão nos negócios com chapas no decorrer deste ano: “Esse é um mercado muito sensí- vel a mudanças na economia, pois seu grande cliente é o marketing, e quando há melhorias no cenário econômico – como já vem acontecendo –, as empresas rapidamente investem mais em marketing e em comunicação visual”, justifi ca.

Duarte ressalta a meta mais ousada da Bérkel. “Pretendemos este ano incrementar nossos negócios entre 20% e 30%”. Ele lembra que todos os setores usuários de chapas de acrílico reduziram sua demanda por causa da crise econômica dos últimos anos, em um movimento no qual a queda em um mercado afetava também outro. “No setor da iluminação, por exemplo, a demanda caiu também pela retração nos negócios da construção civil, usuária importante dos artigos dessa indústria”. Mas a recuperação dos negócios, crê Duarte, também deverá ser generalizada, não fi cará restrita apenas aos três principais mercados consumidores de chapas de acrílico. “Prevejo recuperação também em setores como a produção de púlpitos de igreja, que consomem chapas mais espessas”.

Yoshioka, da Unigel, também crê na expansão da demanda brasileira por acrílico em 2017, em todas as vertentes de mercado em que atua: emulsões, chapas, fibras e resinas para a indústria automobilística. E afirma que a Unigel trabalhará de maneira bastante incisiva para fortalecer ainda mais sua presença como fornecedora de MMA para a fabricação de chapas de acrílico. “Esse segmento tem muito potencial de crescimento no Brasil”, salienta. A própria Unigel vende no mercado nacional algumas chapas de acrílico cast que ela fabrica em sua operação mexicana. “Focamos nossa atuação nas chapas premium, destinadas, por exemplo, à produção de mobiliário residencial e comercial de alto valor agregado”, especifica.

concorrência com importados – Se no segmento da comunicação visual o fortalecimento da concorrência com materiais mais baratos pode ser efeito conjuntural da crise econômica, em outros mercados esse confronto parece ter se estabelecido em moldes mais duradouros. É o caso, por exemplo, dos boxes de banheiro, onde o poliestireno ocupou boa parte de uma demanda há muitos anos atrás atendida por acrílico. “Mas o poliestireno é muito menos resistente e, portanto, menos seguro”, enfatiza Vian.

O Indac, aliás, divulga informações destinadas a ajudar o consumidor a diferenciar boxes feitos com esses dois materiais, até porque o poliestireno pode prejudicar o acrílico não apenas ocupando parte de seu mercado, mas também afetando sua imagem: “Frequentemente recebemos aqui na entidade queixas de consumidores reclamando porque alguém se feriu em um box que eles achavam ser de acrílico – Em 2016, a importação atendeu a 55% da demanda brasileira por chapas No Brasil, a indústria da comunicação visual consome cerca de 60% das chapas de acrílico; mobiliário e iluminação consomem outros 30%; e o restante vai para outras aplicações, como brindes, troféus, púlpitos e caixas, entre outras Em média, o consumo per capita de chapas de acrílico atinge 40 gramas / habitante/ano no Brasil. No México, esse índice chega a 120 g/hab/ano; nos EUA, atinge 900 g/hab/ano, e na Itália – país de maior consumo -, supera 1,1 kg/hab/ano Fonte: Indac quem o montou escreveu isso na nota fiscal –, mas que na verdade era de poliestireno”, conta Vian.

Fabricantes de chapas sediados no Brasil travam ainda um acirrado confronto com a importação, que no ano passado atendeu a mais de 50% da demanda do mercado. Somando-se a esse confronto o desaquecimento verificado no mercado interno, pode-se talvez entender por que a Unigel encerrou em 2016 a sua produção local de chapas de acrílico, mantida apenas na unidade mexicana.

A Bérkel, que também produz chapas, hoje realiza algo entre 85% a 90% de seus negócios com a venda de produtos importados. “O custo de produção no Brasil é muito elevado e conseguimos ter importados com preços competitivos com os produtos nacionais porque compramos grandes quantidades”, justifica Duarte

A principal desvantagem dos produtores brasileiros no confronto com os importadores de chapas de acrílico, diz Vian, do Indac, não é o câmbio muitas vezes favorável às compras no exterior, mas o oneroso e complexo sistema tributário nacional. “Muitas vezes as importações são feitas via Santa Catarina, onde o ICMS é de 4%, e de lá o material é levado para outros estados sem a devida quitação das diferenças tributárias que deveriam ser recolhidas em outros estados”, relata Vian, lembrando que no Estado de São Paulo o ICMS para esse produto chega a 18%.

Thieme, da Oswaldo Cruz Quí- mica, vê nos produtores brasileiros de chapas de acrílico interessados em enfrentar a feroz concorrência internacional a busca pela integração a seus portfolios de valores como a diferenciação e especialização. E cita, como um primeiro patamar de diferenciação, a oferta de gama muito mais diversificada de cores, pois as chapas importadas geralmente chegam ao Brasil apenas nas versões cristal, branca, preta e fumê. “Mas há clientes, como um banco, ou uma grande rede de lanchonetes, que desejam cores específicas”, comenta.

Outro fator de diferenciação, prossegue Thieme, pode decorrer da oferta de produtos com características adicionais, como o chamado ‘acrílico fantasia’, cujas chapas são recheadas como elementos decorativos: folhas, por exemplo. E há ainda a possibilidade de agregar características adicionais de desempenho, como maior resistência a riscos, ou períodos maiores de resistência à luz UV. “Essas características são importantes para mercados como construção civil, por exemplo, e podem ser obtidas mediante melhorias na polimerização, aditivos, copolimerização”, finaliza Thieme.

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Fonte desta matéria:

Revista Plástico Moderno

Autor: Antonio Carlos Santomauro

Principal consumidor de acrílico do país, segmento de comunicação visual aponta os benefícios do plástico nobre e diz que consumo poderia ser maior, se clientes e desenvolvedores de projetos conhecessem melhor o material

São Paulo, 13 de janeiro de 2017 – Quando o assunto é comunicação visual, todo o transformador sabe que não existe plástico melhor que o acrílico. Não à toa, é considerado o mais nobre entre os plásticos. Beleza, durabilidade, brilho e oferta abundante de cores, texturas e espessuras, sem falar na qualidade impecável de acabamento e a alta resistência ao calor e às intempéries do tempo, são alguns dos pontos que fazem dele a matéria-prima mais indicada para inúmeros projetos de comunicação visual – principalmente os externos.

Na PPCaponi, fundada em 1943, Pedro Caponi conhece bem esses atributos e, por experiência própria, não recomenda a troca do acrílico por plásticos mais baratos: “Estou no ramo há mais de 45 anos, então vivi plenamente a evolução do setor. Vejo que a troca, na maioria das vezes, acontece porque falta conhecimento dos profissionais da criação para especificar melhor os materiais. Eu, por exemplo, não uso mais PP, já tive problemas de durabilidade em área externa”.

Para Thiago L. Carneiro, sócio-diretor da Acrilopes, empresa que está há 15 anos no mercado, antes de fazer sua escolha, o consumidor precisa ser bem orientado. “Primeiramente, devemos entender a real necessidade do cliente. O acrílico é nosso carro-chefe e quase sempre é a melhor indicação, pois, suas características são de primeira linha. Temos as condições de aplicar nele diversas técnicas, sem que perca sua beleza final. Aliás, a qualidade final do trabalho sempre é excelente”, afirma.

Carneiro assume que é preciso reconhecer quando oferecer algo diferente. “Muitas vezes nós indicamos a troca por outros materiais. Os clientes chegam com uma ideia de trabalho que não precisa de extrema qualidade, mas custo menor. Então indicamos o material que mais atende esses casos, na maioria das vezes o poliestireno”. No entanto, é preciso sempre frisar: “O poliestireno oferece um resultado final e acabamento estético muito inferior ao acrílico. Os processos acabam sendo mais trabalhosos também”, daí, é preciso que o transformador leve tudo isso em conta ao oferecer o que parece mais barato. Será que vale a pena?

Thiago observa ainda que se a escolha do material for pautada apenas por preço, em detrimento à qualidade, não. E o escritório de design ou publicidade pode acabar fazendo a compra errada: “A escolha só por preço é ruim para o cliente e sua marca. Não se pode esperar uma qualidade de primeira de um material de segunda. Por isso, o projetista deve fazer bem sua análise e orientar bem o comprador”.

Raymon Soares, da Support Brand, sabe que a inovação é palavra-chave neste mercado em que quase tudo é efêmero, principalmente as campanhas publicitárias. Assim, só sobrevive nele, as empresas transformadoras que conseguem acompanhar a velocidade das mudanças. “Devemos estar atentos às tendências. Oferecer produtos que nem o mercado imagina que sejam possíveis”.

Nesse mercado, as matérias-primas assumem papel importante, principalmente quando permitem maior versatilidade ao transformador. “Beleza, fácil aplicação e usinagem, alta resistência e flexibilidade. Tudo isso faz do acrílico um material 1001 utilidades. Quando devidamente apresentado os materiais e a relação de custo/benefício, o cliente facilmente irá decidir pelo acrílico”, explica Soares. Há 32 anos no mercado, a Support Brand contabiliza trabalhos de bastante referência no mercado, entre os clientes, Banco Original, Colunas, ATM e Itaú, para esse, aliás, exportou letras e logos de acrílico blindados.

O mercado de comunicação visual consome cerca de 60% de todo o acrílico distribuído no país, que, no ano passado, foi de 7.500 toneladas, aponta estimativa do INDAC – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico.

Embora esse número pareça alto, o Instituto acredita que material possa contribuir ainda mais para o mercado de comunicação visual. Mas a falta de informação sobre o acrílico ainda inibe seu consumo. “Além de tornar os produtos mais atraentes e duráveis, o acrílico ainda agrega valor ao produto e à marca que ele ostenta. É muito importante que o transformador ressalte isso ao seu cliente antes de oferecer um material de qualidade inferior. Até porque, a satisfação do cliente final é parte deste negócio”, explica Soares.

Para projetistas, designers e arquitetos que ainda têm dúvidas sobre o material, o INDAC mantém o programa Acrílico em Ação, por meio do qual, ajuda o cliente a pensar seu projeto e encontrar um transformador de acrílico indicado para cada caso. Tudo isso, gratuitamente. Contato através do site: www.indac.org.br, no link Iniciativas e Publicações e, depois, selecionar Acrílico em Ação – Assessoria Gratuita Especializada.

Sobre o INDAC

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização criada há 17 anos, por empresários da livre iniciativa do setor com objetivo de promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado, por meio da indicação de seus associados.

A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 40 filiados em todo o país.

Para saber mais, acesse: www.indac.com.br ou ligue para (11) 3171-0423.

Assessoria de imprensa

Baião de 3 – comunicação

Cléa Martins – [email protected] – 11 98737-7676

Patrícia Larsen – [email protected] – 11 99996-5207

As Características do Acrílico

Ano tumultuado faz vendas voltarem ao patamar de oito anos atrás; sendo otimistas, empresas do segmento lutam pela estabilidade em 2017 

São Paulo, 20 de dezembro de 2016 – O INDAC – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico –, divulgou, nesta semana, números do setor de acrílicos. Em resumo, o mercado não vai bem. Sente nas planilhas o impacto das crises econômica e política pelas quais atravessa o país nos últimos anos. Para se ter ideia, o setor deve fechar o ano com a venda de 7.400 toneladas de chapas acrílicas, 22% a menos do que em 2015. Ano que também já contabilizava 10% de queda em relação a 2014. A situação é tão grave que esse montante faz com que setor volte cerca de oito anos, entre 2007 e 2008, quando o mercado foi de 6.800 toneladas para 8.200 toneladas.

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As importações também têm sentido a queda na demanda do produto, caíram de 5.146 toneladas em 2015 para cerca de 3.900 toneladas neste ano. Apesar disso, os produtos vindos de fora já contabilizam 53% do market share, o que agrava ainda mais a situação dos produtores nacionais. “O mercado hoje é pouco favorável para o produtor nacional. Por mais estranho que possa parecer, os produtos vindos de outros países conseguem se beneficiar da complexidade tributária brasileira em relação aos produtos nacionais– principalmente devido à falta de equalização do ICMs entre os estados – gerando inúmeras discrepâncias  interferindo na capacidade competitiva de qualquer setor”, explica Fernando de Oliveira, presidente do conselho deliberativo do Indac e diretor da Castcril.

Para 2017, aparentes melhorias do cenário macroeconômico nacional, como do PIB (Produto Interno Bruto), que deve sair dos 3,5% negativos deste ano para 0,5% positivos, e da previsão de produção industrial do país, que hoje amarga 6,3% de queda e deve ficar 1,0% maior neste próximo ano, acalentam o segmento, que espera manter-se estável.

Além da melhoria do mercado, para retomar o crescimento, as empresas do segmento sabem que irão precisar trabalhar muito para mostrar aos clientes que, mesmo em tempos de crise, investir em matéria-prima diferenciada, como o acrílico, é sempre melhor do que reduzir custos em detrimento a valorização da marca do anunciante, principalmente em comunicação visual – o maior segmento final das chapas acrílicas.

Entre as ações já anunciadas pelas empresas do setor para 2017, destaque para a participação na feira Serigrafia Sign 2017, onde será realizado o Fórum Acrílico, no dia 13 de julho. Além disso, o Indac continuará promovendo o curso “Transformação de Chapas Acrílicas”, além do lançamento de um novo treinamento “Desenvolvimento de Produtos em Acrílico” – capacitação profissional do setor do acrílico voltado aos especificadores de produtos. A retomada do programa de qualidade de chapas acrílicas, que busca diferenciar o acrílico de outros plásticos de baixa adequação à comunicação visual, móveis e iluminação, também faz parte dos planos da entidade.

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Para Carlos Marcelo Thieme, da Oswaldo Cruz Química, que assume, em 2017, a presidência do INDAC, além de treinar especificadores e ressaltar a imagem do produto no mercado, a indústria do acrílico irá se juntar a outras entidades para cobrar governos federal e estaduais uma reforma tributária que equilibre as condições competitivas do mercado. Da forma que está, será cada vez mais difícil trabalhar: “Temos capacidade instalada para atender toda a demanda nacional. Geramos milhares de empregos e contribuímos para o crescimento do PIB, não é possível que tenhamos que continuar pagando mais impostos do que os produtos importados. Por isso, equalização e simplificação tributária são algumas de nossas bandeiras neste novo ano”.

Sobre o INDAC

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização criada em novembro de 2000, por empresários da livre iniciativa do setor para promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado, por meio da indicação de seus associados.

A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 40 filiados em todo o país.

Para saber mais, acesse: www.indac.com.br ou ligue para (11) 3171-0423

Mais seguro, leve e versátil que o vidro, CRYLIC permite que diferentes cores e formas sejam usadas no acabamento de banheiros; cuidado apenas com as falsificações.

São Paulo, 21 de novembro de 2016 – A Web Acrílicos, empresa associada ao INDAC – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico –, retomou a oferta do CRYLIC – legítimo box para banheiro feito com o material. O componente é o mais leve e seguro do mercado e oferece inúmeras possibilidades ao decorador ou arquiteto, que podem incluir aos seus projetos mais cores e formas, o que não seria possível com os tradicionais boxes de vidro ou mesmo de plásticos menos nobres e, por isso, nada resistentes ou bonitos.

Para quem ainda não conhece as características do CRYLIC, vale conferir. Só não se deixe enganar por empresas que utilizam material de baixa qualidade, com preços muito inferiores aos do produto legítimo. Neste caso, o barato pode sair bem caro. Isso, por que, há no mercado produtos bem ruins. Alguns são feitos de poliestireno, também conhecido como falso acrílico. Eles são feios, desbotam, quebram com facilidade e arruínam qualquer projeto, além de colocar a segurança das pessoas em risco. Ao contrário, as chapas CRYLIC originais não apresentem relevos ou texturas. A espessura indicada pela empresa é de 8,0 mm e sua garantia é de 10 anos contra amarelamento.

Para que decoradores e arquitetos possam soltar sua imaginação, a empresa oferece uma infinidade de cores translucidas e chapas que podem ser curvadas com aquecimento. Quem tiver dúvidas, pode entrar em contato com o INDAC. O Instituto também mantém o programa Acrílico em Ação, por meio do qual, ajuda o cliente a pensar seu projeto e encontrar um transformador de acrílico mais indicado para cada caso. Tudo isso, gratuitamente. Contato através do site: www.indac.org.br, no link Iniciativas e Publicações e, depois, selecionar Acrílico em Ação – Assessoria Gratuita Especializada.

O acrílico é um material altamente resistente e de fácil limpeza, que deve ser feita com apenas água e sabão, nunca álcool ou outros solventes. Riscos superficiais, que podem aparecer com o tempo, são eliminados facilmente com polimento manual.

Mais informações sobre o Crylic, acesse: www.webacrilicos.com.br.

Sobre o INDAC

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização criada em novembro de 2000, por empresários da livre iniciativa do setor para promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado, por meio da indicação de seus associados.

A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 40 filiados em todo o país.

Para saber mais, acesse: www.indac.com.br ou ligue para (11) 3171-0423.

 

Para facilitar a vida de designers de produtos e de arquitetos, o INDAC oferece serviço de consultoria para projetos em acrílico inteiramente grátis, apontando, inclusive, o prestador de serviços mais indicado para os diferentes trabalhos

São Paulo, 18 de outubro de 2016 – Quem trabalha com projetos, seja ele de produtos, ou mesmo de espaços e ambientes completos, sabe que o segredo de uma boa entrega está, também, na capacidade do fornecedor realizar o que o profissional, agência ou escritório, colou no papel. Pensando nisso, o INDAC – Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico – lançou o programa Acrílico em Ação. E, por meio dele, irá ajudar o cliente a encontrar o transformador de acrílico mais indicado para cada projeto. Além disso, os técnicos do Instituto, ainda poderão propor melhorias e ajudar o cliente a sanar dúvidas sobre a aplicação do material.

O programa já está funcionando e os interessados devem entrar em contato com o INDAC através do site: www.indac.org.br, clicar em Iniciativas e Publicações e, depois, selecionar Acrílico em Ação – Assessoria Gratuita Especializada. O retorno é rápido e a confidencialidade do projeto garantida. “Esse é um novo canal para que as agências de publicidade e promoção, escritórios de arquitetura e design e demais especificadores de materiais encontrem os melhores fornecedores e profissionais do setor, de maneira ágil, segura e, ainda por cima, gratuita”, explica José Eugênio Peres, vice-presidente do Instituto e diretor da Casa do Acrílico de Campinas, interior de São Paulo, ha 20 anos no mercado.

Depois de avaliar o projeto, os técnicos do INDAC irão indicar ao solicitante os melhores fornecedores e passar os contatos. A negociação do projeto fica por conta dele. “A agência ou o profissional responsável pelo projeto é que irá definir como e quando contatar o fornecedor e iniciar os detalhes do trabalho. Depois da contratação feita é que o Instituto volta para acompanhar o processo de produção e entrega do produto”, comenta Bruno Zirpoli, diretor da entidade e da Proneon, de Recife, Pernambuco.

Ao final do acompanhamento de todo o processo de especificação e entrega do produto final, as peças receberão o Selo INDAC, atestando a qualidade do projeto/produto. “O Acrílico em Ação, junto ao INDAC, possui técnicos altamente especializados em acrílico, a fim de colaborar e melhorar o projeto do cliente, deixando-o mais eficiente e adequado aos requisitos de qualidade desse material. Além disso, a entidade irá indicar os fornecedores mais capacitados para cada serviço, dentre os associados da entidade. E, por fim, o INDAC ainda acompanhará todas as fases do processo, exigindo sempre do fornecedor as melhores práticas do mercado. Assim, quem participar da ação, só terá a ganhar”, ressalta o vice-presidente da entidade.

Atualmente, entre os segmentos mais atendidos pelo mercado transformador de acrílico, destaque para comunicação visual, móveis e iluminação.

Sobre o INDAC

O Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico é uma organização criada, em novembro de 2000, por empresários da livre iniciativa do setor para promover o uso correto do acrílico, difundir o conhecimento das suas propriedades e aplicações, além de ampliar sua participação no mercado, por meio da indicação de seus associados.

A entidade, geradora de negócios e difusora de conhecimento para o setor de acrílico, reúne atualmente 42 filiados em todo o país.

Para saber mais, acesse: www.indac.com.br ou ligue para (11) 3171-0423.