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Recipiente de Alimentos em Acrílico: Um prato cheio para o mercado

  • Recipiente em Acrílico
  • Recipiente em Acrílico

Todo grande mercado, como o Pão de Açúcar ou Carrefour, possui uma área para produtos vendidos a granel, sem embalagens. São azeitonas, grãos e nozes, frutas secas e cristalizadas e azeitonas, entre outros. Armazenados e expostos dentro de grandes recipientes transparentes, os produtos saltam aos olhos dos clientes, que nem sempre percebem estar diante de uma peça feita de acrílico.

Dentro das residências e, principalmente, em estabelecimentos comerciais, a escolha pela utilização de recipientes de acrílico seria natural se suas principais características fossem de conhecimento dos consumidores. Seja para armazenar alimentos em casa ou também servir como expositor do conteúdo em lojas, o que empresários, compradores e donas de casa procuram são recipientes transparentes, atóxicos, fáceis de limpar e resistente contra choques e arranhões e que proporcio­nem um visual belo e agradável.

“Há muitos anos o setor cerealista utiliza os recipientes em acrílico para demonstração dos produtos, como grãos, farináceos e grãos integrais”, afirma César Ricardo Diniz Costa, proprietário da loja Casa de Saron, localizada na região central de São Paulo. “O acrílico dá uma visualização me­lhor do produto, o que atrai os olhares dos clientes. Além de ser atóxico, mais fácil de limpar e mais seguro”, diz César, que utiliza o material desde a inauguração da loja. Os argumentos são os mesmos utilizados por Wagner Costa, proprietário da loja Empório Roots, também na região cerealista de São Paulo, que tem cerca de 10 anos de experiência nessa atividade e, consequentemente, em recipientes de acrílico. Para Wagner, que costuma trocar os recipientes da loja a cada três anos, é possível que algumas pessoas até questionem o uso do acrílico por ser um pouco mais caro que as outras opções. Mas ele também diz que os benefícios do produto superam a concorrência em qualquer comparação. “Apesar de mais caro, o acrílico dá uma boa aparência ao produto, não passa e não retém o cheiro dos alimentos e, se cuidado da forma adequada, dura anos”, afirma o empresário.

O custo é relativo

Leveza e durabilidade são os maiores aliados dos recipientes em acrílico, qual será o maior inimigo?

O custo, afirmam com a resposta na ponta da língua os produtores das peças. Porém, os valores se tornam uma referência relativa. Para os consumidores, o excelente custo benefício fica bastante óbvio no dia-a-dia. Para os produtores das peças, é uma questão mais complexa que apresenta outras duas perguntas. A peça será produzida por qual método? Qual será a quantidade da produção?

Os recipientes em acrílico podem ser obtidos por injeção ou por meio de transformações de chapas. “No processo injetado, a resina acrílica é aplicada no molde e, depois de endurecida, dá forma ao objeto”, afirma Gian Franco Staurenghi, gerente de relacionamento da Bérkel. “Já no sistema de transformação, as chapas são aquecidas para depois serem moldadas uma a uma, em um processo pratica­mente artesanal.”

Para Humberto Polli, gerente da área de desenvolvimento e assistência técnica da Unigel Plásticos, a produtividade na fabricação da peça é o que faz a diferença no preço. “O processo de injeção é muito mais rápido e econômico”, afirma. A escolha de quem vai produzir as peças precisa ser estratégica. Se a empresa desenvolver produtos que podem ser comercializados em grandes escala, o processo por injeção certamente será a melhor escolha. De acordo com Carlos Aurelan Perreira Santos, sócio da Acriplanos, empresa distribuidora e transformada de chapas acrílicas, a produtividade restrita é responsável pela diferença no preço. Para Carlos Rodriguez Coto Gomez, sócio-diretor da Acrilabor, apesar de mais caro, o processo feito a partir de chapas tem qualidades únicas. “Os recipientes fabricados por transformação permite que a peça preencha exatamente o espaço que o cliente quiser, em altura e volume”, diz Gomez. “Entretanto, esses recipientes precisam ter uma colagem de boa qualidade.”

Liberado para alimentos

  • Recipiente em Acrílico
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O acrílico recebeu a designação de material atóxico na segunda metade do século passado.

Esta foi uma das grandes notícias para o mercado de acrílico naquele período. Produtores do material e processadores de chapas voltaram seus olhos para todos os mercados que antes não eram aceitos, como os setores hospitalar e alimentício. No primeiro, passou a ser utilizado em próteses humanas e aplicado em aparelhos de hemodiálise e de cirurgias cardíacas. Quem investiu no setor alimentício passou a produzir embalagens, recipientes e utensílios. Porém, não basta que o acrílico seja atóxico. É de extrema importância que o produtor da peça também escolha a cola correta e realize a colagem adequada.

De acordo com Fábio Fiasco, da Sinteglas, empresa especializada em colas para peças de acrílico, alguns cuidados são necessários para garantir a atoxidade das peças obtidas a partir de chapas. “A produção de caixas ou tubos colados exige o manuseio adequado da cola para que resulte em uma junta inerte, inodora, insípida e com baixo teor de monômero residual”, afirma Fiasco. “A garantira de uma junta atóxica está diretamente ligada ao tipo de cola utilizada e a técnica ou método de colagem escolhido.”

Para realização de testes de atoxidade de recipientes de alimentos, o Indac recomenda o contato com o CETEA – Centro de Tecnologia de Embalagens de Alimentos, entidade que realiza pesquisas e desenvolvimento, assistência tecnológica, diagnóstico de problemas e avaliação e controle de qualidade em embalagens de alimentos. Trata-se de um instituto de pesquisa, desenvolvimento e assistência tecnoló­gica ligado à Secretaria da Agricultura do Governo do Estado de São Paulo.

Oportunidade para crescer

Ainda pouco explorado, o mercado de recipientes de alimentos em acrílico pode crescer, e muito, no Brasil. Quem afirma e garante são especialistas no mercado acrílico para alimentos. Quantos lojistas ainda não utilizam o acrílico para disposição e armazenamento de seus produtos?”, pergunta Lidia Maria Schuskel, diretora da Socitec. Milhares, talvez milhões seria a resposta se fosse possível contabilizar o comércio de todo o Brasil. Sem uma resposta concreta, é a própria Lídia que dá a dimensão da opor­tunidade. “É um mercado que consumiria milhares de toneladas de acrílico”, ela afirma.

Não se trata de exagero, mas de um fato confirmado por Daniel Irigoyen, proprietário da Oficina do Acrílico. De acordo com Daniel, a Oficina atende todas as redes de supermercados e sorveterias do Espírito Santo, além de muitas padarias e lojas de conveniência. “O mercado de alimentação é um dos que mais crescem e por isso torna-se uma excelente forma de prospecção e vendas”, afirma o empresário que, ao lado de Lidia, não despreza a oportunidade de investir neste mercado, quase sempre desprezado por outras empresas do setor.

Quem chama a atenção para a oportunidade é Felisberto Travassos, gerente comercial da CastCril, fabricantes de chapas acrílicas. Segundo Felisberto, a quantidade de chapas destinada a esse setor ainda é pequena. “A expansão desse mercado exige uma ação dos transformadores de peças”, diz Travassos. “Em qualquer supermercado é possível ver o acrílico sendo usado, mas, geralmente, como ponto-de-venda porque eles não sabem que, além de exibir, o material tem a propriedade de armazenar o alimento.” Rodrigo Cataldi, proprietário da Tudo em Acrílico, admite que falta empenho nas vendas para o setor. “É um mercado muito interessante, que representa cerca de 15% da nossa produção e se mantém estável”, ele afirma. “Ainda trabalhamos somente sob encomenda.”

Quem oferece uma luz para os interessados em desbravar esse mercado é Luís Vargas, gerente comercial da Unigel Plásticos. Para ele, o grande trabalho está na conscientização do usuário deste tipo de produto, que precisa conhecer me­lhor o acrílico e suas propriedades. Vargas estima que o atual mercado brasileiro para esta aplicação seja em torno de 250 toneladas por ano em chapas

Acrílico à mesa

Ao se falar em acrílico atóxicos para utilização com alimentos, o principal mercado é o de recipientes, mas o setor de utilidades domésticas desponta como uma gran­de oportunidade. Quem vem investindo no setor há dez anos é a Kaballa, que desenvolveu um portfólio amplo e vistoso para conquistar clientes de todo o Brasil.

Porta-copos, porta-guardanapos, saladeiras, copos, taças, canecas e jarras. Há uma infinidade de utensílios em acrílico para uso do­méstico. E todos estão no catálogo da Kaballa. Jones Pellini, diretor de marketing da empresa, conta que só trabalha com peças injetadas. A opção por esse processo é determinante, uma vez que a pro­posta da Kaballa é trabalhar com a comercialização de grandes quantidades a custos bastante interessantes. “Elegemos o acrílico para esse tipo de aplicação por causa do brilho, formas, possibilidades de cores, fácil higienização e segurança, qualidades que não encontramos em nenhum outro material”, afirma Jones, que ressalta a importância da durabilidade dos produtos. “Eles não são descartáveis, como muitos pensam, e podem durar até seis anos, se bem conservados.” O consumo em residências é um ponto forte da empresa, reforçado pelas ações de vendas no mercado hoteleiro e alguns bares e restaurantes.

O sucesso da Kaballa não está baseado apenas na escolha do mercado, mas também na estratégia de atuação comercial, na qualidade dos produtos e no investimento em comunicação e marketing. Hoje, é praticamente impossível alguém dizer que nunca viu um produto Kaballa. Desde a segunda edição Big Brother, a empresa fornece os copos e taças utilizadas pelos participantes do reality show da Rede Globo.

Vídeo: Acrilico Kaballa

Vídeo: Acrilico Kaballa


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